Raça, corpo e dança em debate: projeto ocupa espaços da UFG com espetáculos e oficina
“Procurando o Eixo” traz estreia, conferência e imersão gratuitas em Goiânia nesta quinta, sexta e sábado
Três dias de atividades abertas ao público colocam em cena, em Goiânia, um debate que raramente ocupa os palcos institucionais: a relação entre raça, corpo e criação cênica. O projeto “Procurando o Eixo – Discutindo raça e racismo na dança” chega à segunda etapa de sua programação com espetáculos, conferência e oficina no Centro Cultural da UFG e na Escola do Futuro em Artes Basileu França, entre quinta e sábado (14, 15 e 16 de maio).
A iniciativa foi idealizada pela pesquisadora e artista Rousejanny Ferreira, com produção executiva de Cinara Santana, e é contemplada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia. O projeto conta com apoio da UFG, do Instituto Federal de Goiás e da EFG Basileu França.
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Estreia e conferência
Nesta quinta-feira (14), às 20h, o Centro Cultural UFG recebe a estreia do espetáculo “Dançar o Tempo”, da bailarina Renata Kabilaewatala, dentro da V Mostra Núcleo Coletivo 22, que celebra os 25 anos do grupo goiano. A obra parte da trajetória artística da intérprete para tratar o tempo como marca inscrita no corpo e na memória, com dramaturgia construída a partir de experiências no fundo de quintal, na roda, na rua e no terreiro.
Na sexta-feira (15), às 18h, o mesmo espaço recebe a pesquisadora e bailarina Luiza Meireles na conferência “Chegou a hora de desorganizar a cena?”. Com mais de 30 anos em companhias públicas de dança, mestra pela UFBA e advogada com atuação em direito antidiscriminatório, Luiza discute mecanismos de exclusão racial na dança e questiona como corpos negros foram historicamente enquadrados na cena brasileira. A entrada é gratuita e não exige inscrição.
Ainda na sexta, às 20h, o espetáculo “Por cima do mar eu vim” integra a programação da V Mostra Núcleo Coletivo 22, reforçando a conexão entre pensamento crítico e criação artística no projeto.
Encerramento com imersão
No sábado (16), às 9h, a EFG Basileu França recebe a oficina “Chão de Terreiro para as Artes da Cena na Contemporaneidade”, com a artista e pesquisadora Kanzelumuka. A atividade parte de cosmovisões africano-brasileiras de tradição Congo-Angola para pensar o corpo como espaço de criação, memória e espiritualidade. É a única atividade da programação que exige inscrição prévia.
Serviço
O quê: Projeto Procurando o Eixo
Quando: 14, 15 e 16 de maio
Onde: Centro Cultural UFG, Praça Universitária, e EFG Basileu França, Goiânia
Entrada: Gratuita, exceto oficina do sábado que exige inscrição prévia