Bombeiro é indiciado por maus-tratos após morte de cachorro em Goiânia
Corpo de Bombeiros conclui investigação e indicia soldado por morte de cachorro em Goiânia
A Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás concluiu a investigação interna sobre a morte do cachorro comunitário Brutus e decidiu indiciar o soldado envolvido no caso pelo crime de maus-tratos a animais domésticos. O episódio ocorreu no dia 5 de abril, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Com o encerramento da apuração administrativa, os autos foram remetidos à Justiça Militar e encaminhados ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). Agora, caberá ao órgão analisar o material reunido e decidir pelo oferecimento ou não de denúncia ao Poder Judiciário.
Além disso, o militar teve o porte de arma suspenso e foi afastado das atividades operacionais da corporação. Entretanto, permanece exercendo funções administrativas.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o indiciamento ocorreu após análise interna do episódio envolvendo a morte do animal e que o procedimento seguirá para avaliação do Ministério Público.

Investigação interna resultou em encaminhamento à Justiça Militar
O caso ganhou repercussão após a morte de Brutus, cachorro comunitário que vivia na região do estacionamento do estádio. Segundo o procedimento conduzido pela corporação, a conclusão da Corregedoria apontou indiciamento pelo crime relacionado a maus-tratos contra animal doméstico.
Desta forma, a investigação administrativa foi encerrada no âmbito interno do Corpo de Bombeiros e transferida para as etapas seguintes do processo judicial.
Paralelamente, a defesa do militar também se manifestou sobre o caso. O advogado responsável declarou que a estratégia jurídica sustenta que a conduta do bombeiro ocorreu diante de situação enquadrada como estado de necessidade.
Segundo a defesa, não haveria outro meio eficaz para impedir a agressão sofrida pelo agente.

Militar relatou ataque durante prática de exercícios
Conforme depoimento prestado à Polícia Civil, o soldado afirmou que realizava exercícios físicos nas proximidades do Batalhão Especializado em Operações com Produtos Perigosos quando foi surpreendido por um grupo de seis cães.
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De acordo com o relato, Brutus teria avançado e mordido sua perna. O militar afirmou que tentou afastar o animal utilizando o celular, mas sem sucesso.
Na sequência, ainda segundo o depoimento, ele sacou a arma de fogo e realizou o disparo.
O bombeiro declarou que o objetivo seria assustar o cachorro. No entanto, o tiro atingiu o animal.

Ainda conforme informado à investigação, o militar recebeu atendimento inicial no quartel e depois foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu medicação, vacinação e aplicação de soro.
Cachorro chegou a ser socorrido, mas não resistiu
Após o disparo, Brutus chegou a ser socorrido pela própria corporação. Contudo, o animal morreu posteriormente.
Desde então, o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades e gerou repercussão entre moradores e entidades ligadas à proteção animal.
Por fim, a próxima etapa do procedimento dependerá da análise do Ministério Público sobre os elementos reunidos durante a investigação.