quinta-feira, 18 de junho de 2026
STF

Fux segue voto de Cármen Lúcia para derrubar flexibilização da Lei da Ficha Limpa

Placar está 2 a 0 para declarar as mudanças aprovadas pelo Congresso inconstitucionais

Thiago Borgespor Thiago Borges em 27 de maio de 2026
Fux segue voto de Cármen Lúcia para derrubar flexibilização da Lei da Ficha Limpa
Foto: Ton Molina/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para derrubar a flexibilização da Lei da Ficha Limpa na última terça-feira (26). O magistrado seguiu o voto da relatora, Cármen Lúcia, e o placar está 2 a 0 para declarar as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional inconstitucionais.

A votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), de autoria da Rede Sustentabilidade, que questiona as alterações na Lei da Ficha Limpa acontece em plenário virtual e vai até a próxima sexta-feira (29).

O voto de Cármen Lúcia, seguido por Fux, diz que as mudanças aprovadas por deputados e senadores violam os princípios da probidade administrativa e moralidade pública e “estabelecem cenário de patente retrocesso”.

Leia mais: Cármen Lúcia vota pela inconstitucionalidade da flexibilização da Lei da Ficha Limpa

A flexibilização da Lei da Ficha Limpa diminui o tempo de punição para deputados, senadores, vereadores, governadores e prefeitos cassados. Uma das mudanças é no caso de sucessivas condenações decorrentes de improbidade administrativa, que o Congresso estabeleceu um teto de 12 anos de inelegibilidade.

Caso a inconstitucionalidade das flexibilizações sejam confirmadas, nomes como o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD); o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG); e o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), podem ter suas candidaturas frustradas.

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