sexta-feira, 29 de maio de 2026
Fraude no Detran

Fraude no Detran-DF movimentou mais de R$ 1 milhão, diz polícia

Operação investiga grupo suspeito de acessar ilegalmente o sistema do órgão para retirar multas, restrições judiciais e pendências de veículos mediante pagamento

Luana Avelarpor Luana Avelar em 28 de maio de 2026
Detran

Uma investigação da Polícia Civil apura um esquema que teria transformado acessos internos ao sistema do Detran-DF em um negócio ilegal milionário. Segundo a corporação, o grupo cobrava R$ 2 mil por veículo para remover multas, restrições judiciais e outras pendências dos registros oficiais do órgão.

A fraude teria movimentado mais de R$ 1 milhão. Ao longo de um ano, os investigadores identificaram mais de 600 acessos irregulares ao sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal.

O caso começou a ser rastreado depois que auditorias internas apontaram movimentações incomuns concentradas em um único perfil funcional. A partir das suspeitas, o Detran-DF bloqueou senhas, separou sistemas para perícia técnica e abriu processo administrativo disciplinar contra o servidor investigado.

De acordo com a apuração, um funcionário efetivo do próprio órgão é apontado como principal articulador do esquema. Ele teria usado o acesso institucional para fazer alterações nos registros de veículos diretamente nos computadores do departamento.

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Mandados em quatro estados

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (28) e cumpriu mandados de prisão e de busca em quatro unidades da federação. As equipes atuaram no Distrito Federal, em Goiás, no Piauí e no Rio Grande do Sul, com diligências em Brasília, Valparaíso de Goiás, Teresina e Santiago.

Os principais alvos não foram localizados e passaram a ser considerados foragidos.

A Polícia Civil também investiga a participação de familiares e outros comparsas na engrenagem do esquema. A suspeita é que contas de terceiros tenham sido usadas para movimentar e ocultar os valores obtidos com a fraude, além de auxiliar na captação de pessoas interessadas em retirar irregularidades do histórico dos veículos.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A corporação ainda apura se houve participação de outros envolvidos e possível ocultação de patrimônio.

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