segunda-feira, 22 de junho de 2026
ALERTA

Golpes do pedágio eletrônico em Goiás crescem após início do free flow nas BRs 060 e 452

Concessionária alerta que pagamentos devem ser feitos apenas pelos canais oficiais e reforça que o sistema passa por um período educativo antes da cobrança efetiva

João Césarpor João César em 1 de junho de 2026
Pedágio
Motoristas devem redobrar a atenção com mensagens falsas de cobrança; pagamento será feito pelos canais oficiais da concessionária - Foto: Divulgação/Rota Verde Goiás

A entrada em operação do primeiro pedágio eletrônico de Goiás nas BRs 060 e 452 marcou uma mudança importante na forma de cobrança das tarifas rodoviárias no Estado. O novo sistema, conhecido como free flow, elimina as tradicionais praças de pedágio e permite que os veículos trafeguem sem precisar parar para efetuar pagamentos. A modernização promete mais fluidez, redução de filas e aumento da segurança viária, mas também trouxe um desafio inesperado: o crescimento de tentativas de golpe envolvendo falsas cobranças.

 

Desde o anúncio do início da arrecadação, a concessionária Rota Verde Goiás passou a alertar os usuários sobre o envio de mensagens fraudulentas por WhatsApp, SMS, e-mail e outros canais digitais. Os criminosos utilizam o desconhecimento de parte dos motoristas sobre o funcionamento do sistema para enviar cobranças falsas, simulando comunicações oficiais e solicitando pagamentos indevidos.

 

O problema surge justamente em um momento de adaptação. Como o modelo eletrônico ainda é novidade para grande parte dos condutores goianos, muitas pessoas não sabem exatamente como consultar passagens, emitir cobranças ou verificar possíveis débitos. Essa falta de familiaridade cria um ambiente favorável para a atuação dos golpistas.

 

A concessionária reforça que qualquer cobrança enviada por terceiros ou recebida por canais não oficiais deve ser tratada com desconfiança. A recomendação é que os usuários consultem exclusivamente os meios disponibilizados pela própria empresa para verificar a existência de tarifas pendentes.

 

Como funciona o novo sistema

 

O pedágio eletrônico adotado pela Rota Verde Goiás opera por meio de pórticos instalados ao longo das BRs 060 e 452, entre Goiânia e Itumbiara, passando por Rio Verde. Equipados com câmeras, sensores e antenas, esses equipamentos identificam automaticamente os veículos que passam pela rodovia.

 

A leitura pode ser feita por meio da placa do veículo ou pela TAG eletrônica instalada no para-brisa. Nos veículos pesados, sensores adicionais realizam a contagem dos eixos para definir corretamente o valor da tarifa.

 

Diferentemente das praças convencionais, não existe qualquer parada obrigatória para pagamento. O motorista simplesmente segue viagem, enquanto o sistema registra a passagem de forma automática.

 

Ao longo dos 426 quilômetros administrados pela concessionária existem sete pontos de cobrança, distribuídos em 11 pórticos instalados nas duas rodovias. O modelo segue uma tendência já adotada em outros Estados brasileiros e em diversos países.

 

Para muitos usuários, a principal mudança está justamente no pagamento posterior. Após passar por um dos pórticos, o motorista possui até 30 dias para quitar a tarifa correspondente.

 

Durante os dez primeiros dias, os veículos passam normalmente pelos pórticos sem que haja cobrança efetiva das tarifas. A iniciativa tem caráter educativo e busca permitir que os motoristas compreendam o funcionamento do sistema antes do início definitivo da arrecadação.

 

Apesar dessa fase de adaptação, os golpistas já passaram a explorar a novidade para aplicar fraudes. Em muitos casos, as mensagens utilizam linguagem semelhante à de comunicados oficiais, informam supostas pendências e criam um senso de urgência para induzir o pagamento imediato.

 

Canais oficiais e atenção aos prazos evitam golpes e multas 

 

Segundo a Rota Verde Goiás, existem apenas quatro formas legítimas de pagamento da tarifa. A primeira é por meio das TAGs eletrônicas. Nesse caso, a cobrança ocorre automaticamente, sem necessidade de qualquer ação posterior por parte do motorista. Quem não possui TAG pode consultar e pagar as tarifas pelo aplicativo oficial da concessionária.

 

Outra alternativa é o site oficial da Rota Verde Goiás, onde o usuário pode informar a placa do veículo e verificar eventuais passagens registradas. Também é possível utilizar os totens de autoatendimento instalados nas bases dos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs), distribuídas ao longo do trecho concedido. Fora desses canais, não há cobrança oficial.

 

A concessionária orienta os motoristas a não clicar em links recebidos por mensagens, não realizar pagamentos enviados por desconhecidos e sempre confirmar qualquer informação diretamente pelos canais oficiais da empresa.

 

Além de evitar golpes, os motoristas precisam ficar atentos aos prazos estabelecidos pelo sistema. O pagamento da tarifa deve ser realizado em até 30 dias após a passagem pelo pórtico.

 

Caso isso não aconteça, o Código de Trânsito Brasileiro prevê penalidade para o proprietário do veículo. O não pagamento é considerado infração grave, sujeita à multa de R$ 195,23 e à perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

 

Mesmo após a aplicação da multa, a tarifa original continua em aberto e deve ser quitada. Por isso, a orientação é que os usuários acompanhem regularmente suas passagens pelos canais oficiais para evitar tanto penalidades quanto tentativas de fraude.

 

Nesse contexto, a informação se torna a principal ferramenta para evitar prejuízos. Motoristas que conhecem os canais oficiais, entendem os prazos de pagamento e sabem como funciona a identificação dos veículos têm menos chances de cair em golpes.

 

A recomendação da concessionária é simples: antes de efetuar qualquer pagamento relacionado ao pedágio eletrônico, o usuário deve consultar diretamente o aplicativo, o site oficial ou os totens de autoatendimento. Qualquer cobrança recebida por meios diferentes deve ser descartada e, em caso de dúvida, confirmada junto aos canais oficiais de atendimento.



Pedágio eletrônico inaugura nova era nas rodovias goianas

 

A implantação do sistema free flow nas BRs 060 e 452 representa um marco para a infraestrutura rodoviária de Goiás. Pela primeira vez, motoristas podem percorrer trechos concedidos sem enfrentar filas ou parar em cabines de cobrança.

 

O modelo utiliza tecnologia de leitura automática de placas e TAGs para registrar a passagem dos veículos em movimento, reduzindo pontos de retenção e aumentando a fluidez do tráfego.

 

A mudança acompanha uma tendência nacional de modernização das concessões rodoviárias. Além da comodidade para os usuários, o sistema permite uma cobrança proporcional ao uso da rodovia e facilita a aplicação de descontos para motoristas frequentes que utilizam TAG.

 

Nas BRs 060 e 452, usuários com TAG ativa contam com desconto básico de 5% sobre a tarifa e podem receber abatimentos progressivos adicionais conforme a frequência de utilização dos mesmos pórticos.

 

A expectativa é que o modelo contribua para uma experiência mais eficiente nas estradas goianas, especialmente em um corredor estratégico para o agronegócio, responsável pelo escoamento de grandes volumes de soja, milho e produtos industrializados entre o Centro-Oeste e outras regiões do País.

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