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“Achismo não é ciência”: Caiado rebate fala antivacina durante podcast; veja o vídeo

Pré-candidato à Presidência discutiu com apresentador de podcast ao defender que debates sobre vacinação devem se basear em evidências científicas.

Thais Munizpor Thais Muniz em 7 de junho de 2026
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“Você pode opinar se for cientista e provar no seu laboratório que essa vacina vai levar a alguma complicação. Argumento de achismo não é ciência”, declarou Caiado em podcast

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), protagonizou um debate sobre vacinação e medidas sanitárias adotadas durante a pandemia de Covid-19 ao participar do podcast Iron Talks. A entrevista, publicada na última quarta-feira (3), teve momentos de tensão após o apresentador Felipe Sestaro questionar a eficácia de ações como isolamento social, uso de máscaras e vacinação.

Ao responder aos questionamentos, Caiado afirmou que discussões sobre imunização precisam estar fundamentadas em evidências científicas e não em opiniões pessoais. Médico de formação, ele destacou que decisões relacionadas à saúde pública devem seguir critérios técnicos.

“O problema não é perguntar. A gente precisa respeitar nossa profissão. [Salvar vidas] é um juramento que nós temos, e precisamos ser pessoas evoluídas para entender que quanto mais você oferece cobertura ao jovem, mais propõe a ele uma vida digna, com capacidade cognitiva, física e sem sequelas”, declarou.

Debate sobre medidas adotadas na pandemia

A discussão ganhou força quando Felipe Sestaro afirmou que medidas como isolamento social e uso de máscaras teriam sido desnecessárias. O apresentador também declarou que vacinas contra a Covid-19 teriam causado mortes, embora tenha reconhecido a importância de outras vacinas amplamente utilizadas.

Diante das afirmações, Caiado relembrou que as autoridades de saúde precisaram agir em um cenário marcado pela falta de informações sobre o novo coronavírus e pela ausência de tratamentos consolidados.

“O nosso princípio básico como médico é salvar vidas. Segundo lugar, qual é o princípio básico na saúde quando você tem um vírus com potencialidade enorme de causar óbitos e não tem como tratá-lo?”, questionou.

Após ouvir do apresentador a resposta “isolamento”, o ex-governador afirmou que as estratégias adotadas naquele período seguiram os conhecimentos científicos disponíveis.

“As pessoas não podem quebrar o que é universal. Contaminações se dão pelo ar, pela saliva, pelo sangue, são várias as formas de transmissão. O que você tem que entender é que dentro daquilo que não conhecíamos, tivemos que usar todas as ferramentas conhecidas: máscara, isolamento, limpeza da mão toda hora”, afirmou.

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Ao longo da entrevista, Caiado também argumentou que avaliações sobre a eficácia ou os possíveis efeitos adversos de vacinas precisam ser respaldadas por pesquisas e estudos científicos. Segundo ele, conclusões sem comprovação técnica não devem ser apresentadas como fatos.

“Tudo isso não é achismo de A ou de B. São teses que levantamos e que são incluídas no processo de proteção ao ser humano, independentemente de posição ideológica ou se é de direita ou esquerda. Pelo amor de Deus, isso é ciência, e está acima de problema ideológico e político. Você não pode levar ao palanque esse tipo de conversa”, disse.

Em outro momento, o pré-candidato voltou a defender que debates sobre vacinação sejam conduzidos com base em dados e pesquisas reconhecidas pela comunidade científica.

“Você pode opinar se for cientista e provar no seu laboratório que essa vacina vai levar a alguma complicação. Argumento de achismo não é ciência”, declarou.

A entrevista teve como foco inicial temas relacionados à sucessão presidencial, mas a conversa migrou para a condução da pandemia e para o debate sobre vacinação. O episódio repercutiu nas redes sociais após a divulgação do conteúdo.

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