Cesar Bueno buscará contraponto às candidaturas de direita ao Governo de Goiás
Defesa do legado petista será mote da campanha, que buscará concentrar o voto progressista na chapa da frente pró-Lula
Oficializado como candidato do PT ao Governo de Goiás no último dia 1º, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno e o núcleo de sua campanha aposta na defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos motes da campanha do petista ao governo estadual. A direção estadual da legenda busca contrapor os projetos à direita que miram o Palácio das Esmeraldas.
A construção de um palanque robusto para Lula segue como foco principal da candidatura de Cesar Bueno. O núcleo do partido aposta na divulgação da participação dos governos Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff em obras no Estado.
Entre os exemplos que estarão presentes na campanha dos petistas, está a conclusão do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia; a construção da Ferrovia Norte-Sul e a duplicação de rodovias federais que cortam o Estado. Além dos investimentos na construção do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Hospital Universitário de Catalão, da expansão das universidades e dos institutos federais em municípios goianos e do financiamento do BRT Norte-Sul.
O partido buscará contrapor as outras três principais candidaturas ao governo, do governador Daniel Vilela (MDB), do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e do senador Wilder Morais (PL). O entendimento é que a sigla precisa explorar o fato de Daniel, Marconi e Wilder disputam o eleitorado que está no mesmo espectro político, e isso aconteceria com a defesa do legado das gestões petistas.
Além disso, a centro-esquerda está unificada em torno da candidatura do ex-deputado, apesar das candidaturas da esquerda radical — a Unidade Popular (UP) e o Partido da Causa Operária (PCO) lançaram Luciana Amorim e Danilo Pinheiro, respectivamente, ao governo do Estado.
O projeto encabeçado por Cesar Bueno reúne a maior frente progressista no Estado desde 2002. Com a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), a federação PSOL-Rede, o PDT e o PSB, o projeto da centro-esquerda acredita que terá condições de concentrar os votos que Lula obteve no Estado em 2022. O presidente teve 39,21% no 1º turno e 41,29% no segundo.
No processo de escolha de quem seria o representante da legenda na disputa pelo Executivo goiano, houve divergências, sobretudo, em relação à demora da direção do partido para tomar a decisão da escolha do candidato. Porém, o episódio é visto como página virada e o foco estará na construção do palanque progressista e na divulgação do nome de Cesar Bueno.
A rodada de julho da pesquisa Genial/Quaest mostrou o ex-parlamentar com 3% das intenções de voto, atrás de Vilela (37%), Marconi (21%) e Wilder (11%). Entretanto, o petista é também o com maior índice de desconhecimento, com 76%. A campanha agora focará em fazer o ex-deputado conhecido ao redor do Estado e atrair os votos de Lula para a chapa majoritária da frente dos partidos pró-Lula em Goiás.
Apesar de ter perdido grande parte do período de pré-campanha, em razão da demora para definição do nome que disputaria o Esmeraldas em relação aos outros partidos, a frente progressista aposta no tempo de TV e rádio para as propagandas eleitorais obrigatórias. A coligação progressista, “Goiás Pode Mais”, com 7 partidos, será a segunda maior do Estado e Cesar Bueno deve ser o segundo candidato com mais tempo de TV, atrás apenas de Daniel Vilela, que terá um arco de alianças partidárias maior, com 12 siglas.
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