segunda-feira, 6 de julho de 2026
Combustíveis

Governo quer ampliar mistura de etanol na gasolina para reduzir importações

Proposta será levada ao Conselho Nacional de Política Energética e busca aumentar a autossuficiência do país diante da alta internacional do petróleo

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 9 de junho de 2026
etanol
Atualmente, a gasolina vendida nos postos contém 30% de etanol. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende propor o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina comercializada no país. A medida foi definida nesta terça-feira (9), durante reunião entre Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e representantes do setor sucroenergético. A proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá analisar o tema nas próximas semanas.

Atualmente, a gasolina vendida nos postos contém 30% de etanol. A intenção do governo é elevar esse percentual para 32%. Segundo Alexandre Silveira, embora existam estudos que apontem a viabilidade de uma mistura de até 35%, o percentual de 32% é o que conta hoje com respaldo técnico. “Foi uma reivindicação trazida pelo setor e que será submetida ao próximo Conselho Nacional de Política Energética para que possamos debater o tema”, afirmou o ministro após reunião no Palácio do Planalto.

Menos dependência ao mercado externo

Além disso, a proposta faz parte da estratégia do governo para reduzir a dependência da importação de gasolina. A medida ganha força em um momento de instabilidade no mercado internacional de petróleo, influenciado pelos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A avaliação do Executivo é de que uma maior participação do etanol na composição do combustível pode ajudar a diminuir os impactos das oscilações externas sobre o mercado brasileiro.

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De acordo com Silveira, o objetivo é tornar o país autossuficiente no abastecimento de gasolina e reduzir a exposição às turbulências internacionais. “A ideia é aumentar ainda mais a mistura do etanol anidro na gasolina e, com isso, nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina. Assim, podemos minimizar os impactos também da guerra”, declarou. A expectativa é que o CNPE discuta a proposta em reunião a ser marcada nos próximos 15 dias

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