EM GOIÁS

Daniel Vilela rebate questionamentos sobre o Cora e usa balanço do Hospital para defender legado de Caiado em Goiás

Ao apresentar balanço do primeiro ano da unidade, governador afirma que projeto enfrentou resistências e defende legado iniciado por Ronaldo Caiado

Luma Silveirapor Luma Silveira em 10 de junho de 2026
Daniel Vilela
Governador de Goiás, Daniel Vilela

Ao comemorar o primeiro ano de funcionamento do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), o governador Daniel Vilela aproveitou o evento para fazer uma defesa política do projeto e rebater críticas que marcaram a implantação da unidade. Sem citar adversários diretamente, Daniel afirmou que o hospital enfrentou questionamentos e “confusões políticas” antes de entrar em operação.

Durante a apresentação do balanço da unidade, o governador classificou o Cora como uma das principais realizações da gestão iniciada por Ronaldo Caiado e afirmou que os resultados alcançados ao longo dos últimos 12 meses demonstram que as críticas feitas durante a construção do hospital foram superadas.

“Muita confusão, inclusive política, das pessoas não compreenderem a importância disso aqui para os goianos, para as famílias goianas e para as crianças goianas. Mas graças a Deus tudo isso foi superado”, declarou.

A fala ocorre após anos de debates envolvendo o projeto. Desde o anúncio da construção do hospital, o empreendimento foi alvo de questionamentos relacionados ao modelo de implantação, aos custos da obra, ao prazo de entrega e à prioridade dada pelo governo ao complexo.

Sem entrar em detalhes sobre quais críticas considerava injustificadas, Daniel afirmou que o funcionamento da unidade e os números apresentados no primeiro ano são suficientes para justificar a decisão tomada pelo governo estadual.

“É importante a gente comemorar esse primeiro ano. Só ele já justifica todo o investimento e todos os desafios que foram superados inicialmente com a determinação do governador Ronaldo Caiado de oferecer às famílias goianas um ponto de referência para o tratamento do câncer infantil”, afirmou.

Legado de Caiado

Ao longo de todo evento, Daniel procurou associar a existência do hospital à decisão tomada por Ronaldo Caiado ainda durante seu mandato.

O governador repetiu diversas vezes que o projeto nasceu da iniciativa do ex-governador e tratou o Cora como uma das principais marcas da gestão construída pelo grupo político que hoje governa Goiás.

A estratégia também foi reforçada pelo presidente da Fundação Pio XII e do Hospital de Amor de Barretos, Henrique Prata, parceiro do governo na implantação da unidade.

Durante seu discurso, Prata elogiou tanto Caiado quanto Daniel e afirmou que a construção do hospital só foi possível porque houve decisão política de investir recursos estaduais no projeto.

“O Estado assumiu isso. Não ficou esperando parceria com ninguém. Assumiu essa responsabilidade”, afirmou.

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Projeto vira vitrine para nova gestão

A apresentação do balanço também serviu para que Daniel vinculasse o desempenho do primeiro ano do Cora aos planos futuros para a área da saúde.

Ele confirmou que o próximo passo será a construção do hospital oncológico voltado ao atendimento de adultos, uma expansão que já fazia parte do projeto original.

“Desde o início a ideia era poder construir um hospital adulto e também a ala infantil. Por algumas razões técnicas, acabamos iniciando pelo infantil. Agora vamos dar sequência e oferecer tratamento de combate ao câncer para todas as idades”, afirmou.

A expectativa do governo é concluir os projetos executivos da nova etapa até o final deste ano ou início do próximo.

Saúde e política

Embora o foco oficial do evento fosse a divulgação dos números do primeiro ano do hospital, as declarações de Daniel evidenciaram que o governo pretende transformar o Cora em uma das principais vitrines administrativas do grupo liderado por Ronaldo Caiado.

Ao relacionar os resultados do hospital às críticas enfrentadas durante sua implantação, o governador reforçou uma narrativa já adotada pelo Palácio das Esmeraldas em outras áreas da gestão: a de que projetos inicialmente contestados acabaram se consolidando como entregas de forte apelo popular.

Nesse contexto, mais do que um balanço da saúde, a solenidade serviu também para marcar a apropriação política de uma obra que o governo considera estratégica tanto para a gestão quanto para a sucessão estadual de 2026.

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