STF reforça segurança de André Mendonça após caso Master
Ministro passou a contar com esquema ampliado de proteção em meio a investigações de grande repercussão nacional
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve seu esquema de segurança reforçado após assumir a relatoria de investigações consideradas sensíveis pela Corte. A medida foi adotada após avaliações internas indicarem aumento do risco à integridade física do magistrado, que atualmente conduz processos com potencial impacto político e institucional.
Entre os casos sob responsabilidade de Mendonça estão as investigações envolvendo o Banco Master e as apurações sobre supostas fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Segundo pessoas ligadas ao tribunal, o reforço inclui maior presença de policiais judiciais, monitoramento de eventuais ameaças e ampliação das medidas de proteção durante compromissos oficiais e atividades privadas.
Leia também:
Investigação sobre Dark Horse apura gastos de R$ 75 milhões e relação com ONG alvo da polícia
R$ 452 mil em jogo: STF forma maioria para manter multa aplicada a Roberto Jefferson
Assessores relatam que a mudança passou a ser percebida tanto no STF quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde Mendonça ocupa o cargo de vice-presidente. O magistrado também passou a ser acompanhado por agentes de segurança em atividades acadêmicas e religiosas, incluindo eventos na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde atua como pastor.
A adoção de protocolos reforçados ocorre em meio ao avanço de investigações de grande repercussão nacional. Em março, Mendonça determinou a segunda prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito do caso Master e, anteriormente, assumiu processos antes conduzidos pelo ministro Dias Toffoli. No STF, as medidas de segurança dos ministros são revisadas periodicamente conforme a evolução do cenário de risco e a natureza dos casos sob relatoria de cada integrante da Corte.