Prefeitura bloqueia ponte usada para saltos radicais, em Limeira
Tragédia durante salto radical em Limeira levou à interdição da Ponte do Esqueleto. Jovem de 21 anos morreu após ser lançada sem estar presa à corda de segurança
A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, decidiu bloquear o acesso à chamada Ponte do Esqueleto após a morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada no local. A medida foi adotada dias após o acidente que chocou o país e gerou grande repercussão nas redes sociais.

A jovem participava de uma atividade de esporte radical quando foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. Imagens gravadas no momento mostram que o equipamento permaneceu no chão após o salto, enquanto testemunhas perceberam o erro segundos depois.
Segundo as investigações, Maria Eduarda utilizava capacete e equipamento de proteção, mas não estava presa ao sistema de segurança no momento em que foi impulsionada pelos instrutores. Ela morreu ainda no local em decorrência dos ferimentos causados pela queda.
O caso aconteceu durante uma prática de rope jump, modalidade semelhante ao bungee jump, mas que utiliza cordas de baixa elasticidade para gerar um movimento pendular após o salto.
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Presos e investigação
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas três instrutores, que foram atuados em flagrante, seguem presos.
Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal.
A Polícia Civil deve colher o depoimento de novas testemunhas e aguarda a conclusão de laudos periciais para dar sequência às investigações.
A delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, disse em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que buscará providências em relação à ponte. “Farei o possível, com o apoio do município e em contato com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, para buscar uma providência urgente em relação à interdição, demolição ou qualquer outra medida necessária para essa ponte, que já foi palco de muitas tragédias.”