segunda-feira, 22 de junho de 2026
Justiça Eleitoral

Nunes Marques sinaliza que TSE será menos rigoroso com os conteúdos de campanha eleitoral

Ministro pretende contrapor sua gestão a que foi a do ministro Alexandre de Moraes, que chefiou a Corte eleitoral nas eleições de 2022

Thiago Borgespor Thiago Borges em 22 de junho de 2026
Nunes Marques sinaliza que TSE será menos rigoroso com os conteúdos de campanha eleitoral
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve adotar uma postura mais permissiva em relação a remoção de conteúdos durante as campanhas eleitorais do pleito de outubro deste ano.  

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, tem sinalizado que irá adotar tal postura, apesar de recentemente ter censurado uma pesquisa do instituto Atlas/Intel, que mostrou recuo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na intenção de voto para presidente da República. 

A tendência foi confirmada por ministros do TSE, do Supremo Tribunal Federal (STF) e de assessores, segundo a reportagem da Folha de S. Paulo. Nunes Marques confirmou à Folha que o programa de combate à desinformação será chefiado por Frederico Alvim, que comandou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal, na época em que o presidente do STF, Edson Fachin, chefiava a Corte eleitoral.

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Segundo a Folha, Kassio têm apontado que o foco de sua gestão frente ao TSE será em ações educativas, e não em punições e remoções de conteúdo. O ministro pretende contrapor sua gestão a que foi a do ministro Alexandre de Moraes, que chefiou a Corte eleitoral nas eleições de 2022.

A ausência de diálogo com organizações e empresas que firmaram parcerias com o Tribunal para fiscalizar e agilizar o cumprimento das regras nas últimas eleições é outro indicativo da postura do presidente do TSE. 

O chefe da Corte eleitoral alega ineficiência em derrubar publicações, já que as decisões de retirar os materiais de circulação não impedem que a difusão em aplicativos de mensagem continue. 

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