segunda-feira, 29 de junho de 2026
PAÍSES QUE PAGAM PARA MORAR

10 países que pagam para você morar lá

Conheça os países que pagam para você morar, onde os governos oferecem dinheiro, casas baratas e bolsas de estudos. Veja a lista completa

Rodrigo Souzapor Rodrigo Souza em 29 de junho de 2026
países que pagam para morar
Alguns países oferecem dinheiro para quem quiser morar lá. (Foto: Tripadvisor)

Os países que pagam para você morar existem de verdade, e a lista surpreende quem nunca ouviu falar do assunto antes. Cidades pequenas da Europa, vilarejos do Japão e até estados dos Estados Unidos criaram programas para atrair novos moradores.

Em primeiro lugar, é bom entender o motivo: muitos desses lugares perderam população nos últimos anos e precisam de gente nova para manter escolas, comércio e serviços funcionando.

Por exemplo, vilas inteiras na Itália e na Suíça já ficaram quase vazias, e isso assusta as autoridades locais. A seguir, você vai conhecer dez programas reais, com valores, regras e fontes oficiais.

Irlanda

A Irlanda é um dos exemplos mais comentados entre os países que pagam para você morar. O governo irlandês oferece apoio financeiro para quem aceita reformar uma casa vazia em ilhas costeiras, onde moram cerca de 3 mil pessoas no total. O valor pode chegar a 84 mil euros, próximo de 530 mil reais.

Acima de tudo, o programa aceita qualquer perfil, mas atrai principalmente quem trabalha remoto. Quem recebe o auxílio precisa morar na casa por pelo menos dez anos. Portanto, antes de se candidatar, vale pesquisar bem as condições de vida em cada ilha, já que a infraestrutura costuma ser simples.

Suíça

Albinen, vila nos Alpes suíços, ficou famosa entre os países que pagam para você morar por oferecer cerca de 25 mil francos suíços por adulto, perto de 170 mil reais, além de um valor extra por cada filho.

Entretanto, há exigências importantes: o candidato precisa ter menos de 45 anos e se comprometer a morar na vila por dez anos. O dinheiro costuma vir vinculado à compra de uma casa que valha pelo menos 200 mil francos suíços.

Além disso, é necessário ter cidadania suíça ou um visto de residência permanente, o que torna o acesso difícil para quem vem de fora.

(Foto: Tripadvisor)

Itália

A Itália aparece com força entre os países que pagam para você morar, e o motivo são as várias cidades pequenas espalhadas pelo país. Sambuca di Sicília vende casas por apenas 1 euro, mas o comprador precisa reformar o imóvel em até três anos, gasto que costuma somar 15 mil euros.

Da mesma forma, a Sardenha oferece 15 mil euros para quem se muda para áreas rurais e reforma uma casa, sempre em cidades com menos de 3 mil habitantes. Ou seja, o dinheiro não é entregue de imediato; ele acompanha um investimento próprio do novo morador.

Japão

O Japão enfrenta um declínio populacional forte em várias regiões, e por isso entrou na lista dos países que pagam para você morar. O Programa de Revitalização Regional oferece subsídios de até um milhão de ienes, cerca de 40 mil reais, para quem decide morar em áreas afetadas pelo esvaziamento do campo.

Similarmente ao que acontece na Itália, existem casas tradicionais japonesas abandonadas, já que muitos jovens herdam imóveis da família e não têm interesse em vender ou morar neles. Isso cria espaço para quem busca um novo recomeço fora das grandes cidades japonesas.

(Foto: Tripadvisor)

Portugal

Portugal também figura entre os países que pagam para você morar, principalmente através do programa Emprego Interior MAIS, conduzido pelo IEFP. O apoio é pago em duas partes: 60% no início e 40% apenas no décimo terceiro mês de permanência.

Posteriormente à mudança em 2024, o programa passou a aceitar cidadãos estrangeiros com autorização de residência, e também quem trabalha em regime de teletrabalho. A proposta busca incentivar a fixação em territórios do interior português, regiões que perderam moradores nas últimas décadas.

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Chile

O Chile investe em tecnologia e por isso entrou na lista dos países que pagam para você morar através do programa Start-Up Chile. Desde 2026, o país oferece bolsas em três frentes diferentes para empreendedores.

O programa Build, voltado para negócios em fase inicial, paga 10 milhões de pesos, próximo de 57 mil reais, e ainda inclui espaço de coworking e visto de residência de um ano. Consequentemente, o Chile se tornou destino de quem busca abrir uma startup com apoio financeiro direto do governo, sem depender só de capital próprio.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, cidades como Tulsa, no Oklahoma, e Topeka, no Kansas, criaram programas próprios e entraram na lista dos países que pagam para você morar. O Tulsa Remote oferece até 10 mil dólares para profissionais remotos que decidem se mudar para a cidade.

Ainda mais importante, essas cidades têm custo de vida reduzido, o que ajuda quem busca economizar enquanto mantém o salário de um emprego remoto. As regras variam, mas costumam exigir permanência mínima de um ano e algum tipo de contribuição com a economia local.

Espanha

A região de Ponga, na Espanha, tem menos de mil habitantes e por isso aparece entre os países que pagam para você morar. Famílias com filhos recebem 3 mil euros para se mudar, enquanto solteiros ou casais sem filhos recebem 2 mil euros.

Além do mais, há um bônus de 3.500 euros para cada bebê nascido no local depois da mudança. A exigência principal é manter residência mínima de cinco anos na região, prazo pensado para garantir que a família realmente se fixe ali.

(Foto: Tripadvisor)

Grécia

A pequena ilha de Antikythera, na Grécia, tem hoje cerca de 20 moradores permanentes, número que motivou a criação de um programa de incentivo. Em outras palavras, a ilha precisa de gente para sobreviver, e por isso entrou na lista dos países que pagam para você morar.

O apoio soma 500 euros por mês durante três anos para famílias, além de escola gratuita, terra para cultivar e suporte para profissionais de saúde que se mudarem. A proposta busca reverter um esvaziamento que já dura décadas na ilha.

(Foto: Tripadvisor)

Croácia

Legrad, pequena cidade croata, fecha a lista dos países que pagam para você morar lá com uma proposta parecida com a italiana. O município oferece casas por preços simbólicos, somados a subsídio para reforma do imóvel.

Em conclusão, esse tipo de incentivo busca repovoar áreas que perderam moradores ao longo dos anos, trazendo de volta movimento para ruas, escolas e pequenos comércios locais. A condição costuma envolver tempo mínimo de permanência, assim como nos demais programas europeus citados.

Resumindo todo o panorama, fica claro que esses dez exemplos mostram caminhos bem diferentes para quem pensa em mudar de vida. Alguns programas pagam em dinheiro, outros oferecem casas baratas, bolsas de estudo ou apoio para abrir um negócio.

Por outro lado, quase todos exigem tempo mínimo de permanência e, em muitos casos, algum vínculo legal prévio com o país, como cidadania ou visto de residência. Antes de se candidatar a qualquer um desses programas, vale pesquisar custo de vida, idioma, sistema de saúde e oportunidades de trabalho na região escolhida.

Conhecer bem essas regras evita decepção depois da mudança e ajuda a planejar cada etapa com calma, já que os países que pagam para você morar pedem compromisso real de quem aceita o convite.

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