domingo, 8 de novembro de 2026
COM AS CONTAS NO AZUL

Governo lança Desenrola Adimplentes com juros de até 1,99% ao mês para quem paga empréstimos em dia

Nova modalidade permite trocar empréstimos caros por crédito mais barato e deve beneficiar trabalhadores informais e autônomos

Bia Salespor em
Governo lança Desenrola Adimplentes com juros de até 1,99% ao mês para quem paga empréstimos em dia
(Imagem: Reprodução)

O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (29) o Desenrola Adimplentes, uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas voltada, desta vez, para pessoas que estão com os pagamentos em dia, mas continuam pagando juros elevados em empréstimos contratados anteriormente. A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Diferentemente das versões anteriores do Desenrola, que priorizavam consumidores inadimplentes, a nova modalidade busca reduzir o custo do crédito para trabalhadores informais e autônomos que mantiveram suas obrigações financeiras, mas ainda enfrentam taxas consideradas elevadas.

Quem pode participar

Para participar, será necessário ter pago pelo menos quatro parcelas de um empréstimo que esteja em dia ou apresente atraso de, no máximo, 90 dias. A operação poderá ser substituída por um novo financiamento com juros limitados a 1,99% ao mês, percentual bastante inferior ao praticado atualmente em muitas linhas de crédito pessoal.

Segundo o governo, poderão ser refinanciados empréstimos de até R$ 15 mil por instituição financeira. O objetivo é aliviar o comprometimento da renda das famílias e reduzir o peso dos juros sobre quem continua honrando seus pagamentos.

Para estimular a adesão dos bancos, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) dará cobertura integral para cada contrato, limitada a 50% da carteira das instituições financeiras participantes. A expectativa da equipe econômica é ampliar a concorrência entre bancos e facilitar o acesso a crédito mais barato.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, estima que entre 200 mil e 500 mil pessoas sejam beneficiadas inicialmente pelo programa, alcançando quase meio milhão de famílias brasileiras. “Pela primeira vez, o governo faz um esforço de olhar para o trabalhador informal. Estamos olhando para o trabalhador que não tem carteira assinada, não é do setor público, não é pensionista, não é aposentado do INSS e que muitas vezes não tomou operação de crédito como microempreendedor”, disse o ministro.

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