terça-feira, 30 de junho de 2026
Senado

Disputa por vaga ao Senado na chapa de Raquel Lyra expõe divergência entre PP e União Brasil

Federação União Progressista ainda não definiu quem ocupará a indicação, enquanto PSD também enfrenta impasse sobre a segunda vaga

Victor Silvapor Victor Silva em 30 de junho de 2026
Congresso Nacional
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A definição dos candidatos ao Senado na chapa da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), provocou um impasse entre os partidos que integram a federação União Progressista. O PP anunciou que o presidente da legenda, Ciro Nogueira, referendou o nome do deputado federal Eduardo da Fonte para disputar uma das vagas, mas a decisão foi contestada pelo União Brasil.

O presidente nacional do União Brasil e da federação, Antonio Rueda, afirmou que não houve deliberação definitiva sobre a indicação e defendeu que a escolha cabe exclusivamente à direção nacional da União Progressista. O partido pretende lançar o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, como candidato ao Senado, mantendo a disputa interna entre as duas siglas.

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Em resposta, o PP sustentou que a confirmação de Ciro Nogueira apenas ratificou uma decisão tomada pela direção estadual da federação em Pernambuco. A legenda argumenta que o procedimento seguiu as normas estatutárias da União Progressista e reforça a legitimidade da indicação de Eduardo da Fonte para compor a chapa governista.

Além do embate entre PP e União Brasil, o PSD também ainda não definiu quem ocupará a segunda vaga ao Senado. O deputado federal Túlio Gadelha e o senador Fernando Dueire disputam internamente a indicação, mantendo em aberto a composição completa da chapa que apoiará a candidatura à reeleição de Raquel Lyra.

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