quarta-feira, 8 de julho de 2026
216 ANOS

Com muitas promessas de mudança e evolução, Campinas celebra 216 anos

Prefeito Sandro Mabel anuncia projetos para incentivar moradia, revitalizar espaços públicos, recuperar equipamentos públicos e dar nova destinação a imóveis abandonados durante comemoração do aniversário do bairro

Luma Silveirapor Luma Silveira em 8 de julho de 2026 às 11:37
Durante a transferência simbólica da sede da Prefeitura para o bairro, o prefeito Sandro Mabel anunciou projetos para revitalização urbana, recuperação de prédios públicos, obras e incentivo à ocupação residencial da região
Durante a transferência simbólica da sede da Prefeitura para o bairro, o prefeito Sandro Mabel anunciou projetos para revitalização urbana, recuperação de prédios públicos, obras e incentivo à ocupação residencial da região | Foto: Clara Cardoso/O Hoje

Berço de Goiânia, Campinas comemorou nesta quarta-feira (8) seus 216 anos com uma extensa programação cívica e religiosa e uma série de promessas para o futuro do bairro. Aproveitando a transferência simbólica da sede do Poder Executivo para a Praça Coronel Joaquim Lúcio, o prefeito Sandro Mabel anunciou projetos que vão desde a recuperação de equipamentos públicos e revitalização de praças até estudos para estimular a ocupação residencial da região. Embora tenha afirmado que a administração prepara uma nova fase para Campinas, o prefeito não apresentou cronograma nem estimativa de investimento para a maior parte das intervenções.

Ao justificar as medidas, Mabel afirmou que Campinas precisa acompanhar as transformações urbanas de Goiânia para não perder importância econômica e social. Segundo ele, o modelo de cidade mudou e o bairro deixou de concentrar sozinho a atividade comercial, o que exige uma nova estratégia de ocupação. “Campinas não pode virar o centro da cidade abandonado. Hoje cada bairro tem sua centralidade comercial. Então Campinas e o Centro precisam ser tratados como bairros”, afirmou. Dentro dessa proposta, a Prefeitura estuda permitir o adensamento em algumas avenidas para estimular a construção de novos empreendimentos residenciais e atrair novamente moradores para a região. O prefeito, entretanto, não informou quais vias poderão receber os projetos nem quando os estudos serão concluídos.

Revitalização sem cronograma

Outra aposta da gestão é recuperar a identidade histórica do bairro. Durante a solenidade, Mabel afirmou que determinou a elaboração de um projeto paisagístico para resgatar o título de “Campininha das Flores”, com revitalização das praças e ampliação das áreas verdes. “Quero um projeto paisagístico bacana para Campinas ser sempre florida. Quero que os turistas venham visitar Campinas pelas praças bonitas”, disse. Apesar do anúncio, a Prefeitura não apresentou prazo para a elaboração do projeto nem previsão para o início das obras.

O mesmo ocorre com duas intervenções consideradas prioritárias para a região: a reforma da Biblioteca Municipal Cora Coralina e do Cepal da Vila Abajá. Segundo o prefeito, ambas já tiveram os projetos autorizados e deverão entrar em fase de elaboração técnica. Questionado sobre custos e prazos, porém, Mabel admitiu que ainda não é possível estimar o investimento. “Não tem nenhum projeto, então não consigo fazer previsão de custo”, afirmou. Na avaliação do prefeito, a prioridade neste momento é estruturar financeiramente a Prefeitura para viabilizar as futuras obras.

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Recursos ainda indefinidos

Ao comentar de onde sairão os recursos para executar os projetos anunciados, Mabel disse que a administração tem promovido ajustes nas contas públicas, formado caixa e buscado novas linhas de financiamento. Segundo ele, o objetivo não é definir o custo das intervenções antes da conclusão dos projetos, mas garantir que elas sejam executadas pelo menor valor possível. “Nós estamos fazendo economia daqui e dali, temos um caixa e estamos pegando novos financiamentos. O que eu estou olhando é fazer o mais econômico possível”, declarou.

Além das obras, o prefeito anunciou que a administração realiza um levantamento dos imóveis públicos abandonados em Campinas e em outras regiões da cidade para definir uma destinação para cada um deles. A intenção, segundo ele, é recuperar prédios que ainda tenham utilidade, buscar parcerias para alguns espaços e, nos casos em que não houver possibilidade de reaproveitamento, demolir as estruturas para evitar ocupações irregulares e uso para atividades criminosas.

Planejamento para os próximos anos

Durante a coletiva, Mabel também relacionou o aumento da aprovação da gestão ao conjunto de medidas adotadas desde o início do mandato. Segundo ele, o primeiro ano e meio foi dedicado à reorganização administrativa e financeira da Prefeitura, enquanto os próximos dois anos e meio deverão concentrar o maior volume de obras da gestão. “Quando você chega num lugar muito bagunçado, ou entra para valer ou não consegue arrumar. Agora os resultados começam a aparecer”, afirmou. Apesar do discurso otimista e da quantidade de projetos anunciados durante as comemorações dos 216 anos de Campinas, a maior parte das intervenções segue sem cronograma oficial, valores definidos ou previsão de conclusão.

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