Greve dos caminhoneiros: governo articula acordo para barrar paralisação
A medida provisória perde a validade nesta semana e o governo intensifica negociações para evitar uma paralisação nacional da categoria
A possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros acelerou as negociações entre o governo federal, lideranças políticas e representantes da categoria. A mobilização ocorre diante do risco de a Medida Provisória (MP) do Frete perder a validade sem ser votada pelo Senado até quinta-feira (16), cenário que levou caminhoneiros a ameaçarem suspender as atividades como forma de pressão.
O Palácio do Planalto passou a tratar o assunto como prioridade e trabalha para construir um acordo que permita a votação da proposta ainda antes do recesso parlamentar. Nos bastidores, a Advocacia-Geral da União (AGU) foi acionada para acompanhar a situação, enquanto integrantes da articulação política monitoram a possibilidade de protestos em diferentes regiões do país.
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A MP do Frete foi editada em março e, depois de aprovada pela Câmara dos Deputados, aguarda análise do Senado. O texto reforça a fiscalização do pagamento do piso mínimo do frete, endurece as penalidades para empresas que descumprirem a tabela e altera os critérios utilizados para calcular os valores do transporte rodoviário de cargas, considerando despesas como combustível, manutenção, pedágios e seguros. A proposta também prevê um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor.
A pressão aumentou após o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, orientar caminhoneiros a interromperem as viagens até que haja uma definição sobre a votação da medida. Segundo ele, a mobilização busca garantir que a MP seja apreciada antes de perder a vigência.
Em publicação nas redes sociais, o presidente da Abrava fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que inclua a MP nº 1.343 na pauta de votação. Na mensagem, o líder dos caminhoneiros afirmou que a decisão está “nas mãos” do senador e reforçou a mobilização da categoria em defesa da aprovação da medida. Veja o vídeo:
https://www.instagram.com/reel/Datl6ALohHd/?igsh=MTVxbWxxYnVsMWZtNA==
Apesar do clima de tensão, o governo avalia que ainda há espaço para entendimento com o Congresso e com representantes da categoria. A expectativa é que um consenso evite impactos no abastecimento e impeça que o movimento se transforme em uma greve de maiores proporções.
Enquanto isso, as forças de segurança acompanham as manifestações já registradas. Em Santos (SP), por exemplo, a Polícia Militar informou que um grupo de caminhoneiros se reuniu de forma pacífica, sem bloqueios nas vias ou prejuízos ao trânsito.
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