segunda-feira, 13 de julho de 2026
MAPA DA FELICIDADE NO BRASIL

Mapa da felicidade mostra uma realidade preocupante entre jovens brasileiros; veja os detalhes

Nova pesquisa traz números sobre bem-estar por idade e o mapa da felicidade revela quem sente mais dificuldade no dia a dia

Rodrigo Souzapor Rodrigo Souza em 13 de julho de 2026 às 07:35
mapa da felicidade
(Foto: Freepik)

Uma nova pesquisa chamou atenção ao mostrar como a idade influencia o bem-estar dos brasileiros. O mapa da felicidade aponta que os jovens entre 16 e 24 anos relatam menos satisfação com a vida do que qualquer outra faixa etária do país.

Ao mesmo tempo, mulheres com mais de 60 anos aparecem entre as pessoas mais satisfeitas. Esses dados abrem uma conversa importante sobre saúde mental, trabalho e redes sociais. Saiba mais a respeito lendo até o final.

O que o mapa da felicidade descobriu sobre os jovens

O levantamento se chama Mapa da Felicidade Real dos Brasileiros. A pesquisadora Renata Rivetti conduziu o estudo em parceria com o Instituto Ideia. A equipe ouviu 1,5 mil pessoas de todas as regiões do país, entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026.

Os números chamam atenção. Apenas 33% dos jovens de 16 a 24 anos disseram estar muito satisfeitos com a vida. Entre os adultos acima de 25 anos, esse percentual sobe para 47,9%. Ou seja, quase metade dos adultos mais velhos sente esse nível de satisfação, contra um terço dos jovens.

A diferença aparece também quando o assunto é satisfação geral com a rotina. Entre os jovens, o índice foi de 32,5%. Entre os adultos mais velhos, chegou a 50,5%. Por outro lado, a percepção de felicidade segue o mesmo caminho: 81% dos jovens se consideram felizes, enquanto entre os mais velhos esse número chega a 90,8%.

Renata Rivetti explica que os resultados mostram algo além das descobertas naturais da juventude. Segundo ela, essa geração enfrenta menos conexão social e mais dificuldades no cotidiano. O mapa da felicidade, nesse sentido, funciona como um retrato de um momento delicado para essa faixa etária.

Vale destacar que a pesquisa não aponta uma causa única para esse cenário. Acima de tudo, os dados sugerem uma combinação de fatores, como trabalho, apoio social e uso das redes sociais. Cada um desses pontos merece atenção separada, e é isso que os próximos tópicos vão mostrar.

Apoio social e preocupação pesam no dia a dia

Ter alguém para contar em momentos difíceis faz diferença na vida de qualquer pessoa. O mapa da felicidade mostra que os jovens sentem falta desse apoio com mais frequência do que os adultos mais velhos.

Entre os participantes de 16 a 24 anos, 79% afirmaram ter pessoas com quem podem contar nas horas complicadas. Entre as demais faixas etárias, esse índice sobe para 88,5%. Além disso, a diferença de quase dez pontos percentuais mostra uma rede de apoio mais fraca entre os mais jovens.

A preocupação frequente também aparece com mais força nessa faixa etária. Segundo a pesquisa, 27% dos jovens disseram sentir preocupação com frequência. Entre os adultos mais velhos, o percentual foi de 18%. Consequentemente, os jovens carregam um peso emocional maior no cotidiano.

Esses dois pontos, apoio social e preocupação, caminham juntos. Quando falta rede de apoio, a tendência é que a preocupação cresça. Da mesma forma, quando existe alguém para dividir os problemas, a rotina costuma pesar menos.

O mapa da felicidade não afirma que a solução é simples. Mas os números indicam um caminho claro: fortalecer laços familiares e de amizade pode ajudar bastante essa geração. Certamente, esse é um dos pontos mais importantes revelados pela pesquisa.

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Trabalho e redes sociais influenciam a felicidade dos jovens

O trabalho ocupa boa parte da rotina de qualquer adulto, e para os jovens essa relação parece mais desgastante. Quase 46,7% deles disseram que o trabalho contribui para aumentar a infelicidade.

Entre os entrevistados acima de 25 anos, esse percentual cai para 20,5%. Portanto, os jovens sentem o peso do trabalho de forma bem mais intensa que os adultos mais velhos. A pesquisa aponta que saúde mental, condições de vida e relações sociais ajudam a explicar esse cenário.

As redes sociais também entram nessa conta. Por exemplo, 77% dos jovens já compararam a própria vida com a de outras pessoas nas plataformas digitais. Esse hábito de comparação tem um efeito direto no humor.

Entre os mesmos jovens, 71,1% disseram já ter se sentido tristes depois de consumir esse tipo de conteúdo. Em outras palavras, o tempo nas redes sociais nem sempre traz leveza para quem está do outro lado da tela.

O mapa da felicidade reforça que o ambiente digital tem peso real sobre o bem-estar emocional dos jovens. A comparação constante com padrões de sucesso alheios parece cansar mais do que ajudar. Entretanto, isso não significa que as redes sejam o único fator; elas se somam ao trabalho e à falta de apoio social.

As redes sociais influenciam bastante o nível de satisfação dos jovens brasileiros. (Foto: g1.globo.com)

Mulheres mais velhas aparecem entre as mais satisfeitas

Enquanto os jovens enfrentam esse cenário mais difícil, as mulheres com mais de 60 anos mostram um retrato bem diferente. O mapa da felicidade coloca esse grupo entre os mais satisfeitos do país.

Entre elas, 60,1% disseram estar muito satisfeitas com a própria trajetória. A média nacional é de 45,9%. Além do mais, 63,3% afirmaram estar satisfeitas com o cotidiano, enquanto a média geral fica em 48,1%.

No trabalho, a diferença também aparece. Metade dessas mulheres declarou alto grau de satisfação profissional, contra 38% da população em geral. Apenas 13% disseram que o trabalho contribui para a infelicidade, número bem abaixo da média nacional de 23,4%.

Esse bem-estar, porém, não se repete entre as mulheres de 45 a 59 anos. Posteriormente a essa fase, o cenário parece melhorar, mas durante a meia-idade os desafios ainda pesam bastante. Entre elas, 25,6% relataram preocupação frequente, acima da média geral de 18,9%.

A sensação de segurança também chama atenção nesse grupo. Apenas 31,8% das mulheres de 45 a 59 anos disseram se sentir seguras ao caminhar sozinhas à noite. A média nacional fica em 47,1%.

Já em relação às redes sociais, as mulheres mais maduras demonstram menos tendência à comparação. Entre as de 45 a 59 anos, 36,9% compararam a própria vida com a de outras pessoas online. Entre as com 60 anos ou mais, o índice foi de 45,1%. Ambos ficam abaixo da média nacional de 56,5%.

Em primeiro lugar, vale destacar que apenas 37,3% das mulheres acima de 60 anos disseram sentir tristeza depois de usar redes sociais. A média da população brasileira é de 50,5%. Em segundo lugar, esse dado reforça como a idade parece trazer mais equilíbrio emocional diante do ambiente digital.

O que esses números revelam sobre o Brasil

Olhando o conjunto de dados, fica claro que a idade influencia bastante a forma como cada pessoa vive o dia a dia. Os jovens enfrentam mais pressão no trabalho, menos apoio social e mais efeitos negativos das redes sociais.

Em conclusão, o mapa da felicidade mostra um contraste importante entre gerações. Enquanto mulheres com mais de 60 anos vivem uma fase de maior equilíbrio, os jovens de 16 a 24 anos ainda buscam esse mesmo espaço de bem-estar.

Esclarecer esse cenário ajuda famílias, escolas e empresas a pensar em formas de apoiar melhor essa geração, e é justamente esse o papel do mapa da felicidade.

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