O que aconteceu com o PM que aparece agredindo adolescente em Catalão? Entenda
Por que o MPGO pediu a prisão de PM flagrado agredindo adolescente em Catalão?
O Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu, nesta sexta-feira (17), a decretação da prisão preventiva do sargento da Polícia Militar suspeito de agredir um adolescente de 16 anos em Catalão, no sudeste de Goiás. O pedido foi apresentado durante a audiência de custódia realizada após a prisão em flagrante do policial.
Entretanto, apesar da manifestação do MPGO, o Juízo da Auditoria Militar homologou o flagrante, concedeu liberdade provisória ao investigado mediante pagamento de fiança e determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem a agressão ocorrida na quinta-feira (16), dentro da loja onde o adolescente trabalha.
MPGO pede prisão preventiva durante audiência
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público defendeu a homologação da prisão em flagrante e requereu a conversão da prisão em preventiva. O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça Fernando Gomes Rosa.
Apesar da solicitação, a Justiça decidiu conceder liberdade provisória ao policial, condicionada ao pagamento de fiança e ao cumprimento de medidas cautelares.

Além disso, o MPGO informou que prestou atendimento ao adolescente e aos familiares ainda na quinta-feira (16). A 1ª Promotoria de Justiça de Catalão também orientou a família sobre o acompanhamento institucional por meio da área de controle externo da atividade policial.
Imagens mostram agressão dentro de estabelecimento
As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o policial aborda o adolescente dentro da loja onde ele trabalha.
Durante a gravação, o militar desfere tapas no rosto do jovem, o empurra contra a parede e, posteriormente, o joga no chão. Enquanto sofre as agressões, o adolescente afirma que apenas estava trabalhando.
Nas imagens, o policial também questiona o jovem sobre uma suposta ligação com grupos criminosos. Ao final da abordagem, o militar ameaça o adolescente e afirma que ele deveria deixar a cidade. Em outro momento, o vídeo mostra o policial apontando uma arma para o jovem, que permanecia deitado no chão.

Segundo relato da mãe do adolescente à TV Anhanguera, o filho trabalha desde os 11 anos. Ela informou que o jovem sofreu ferimentos nas costelas e apresentou sangramento no rosto após as agressões.
Polícia Militar afirma que abriu apuração
Em nota oficial, a Polícia Militar de Goiás informou que tomou conhecimento do caso por meio dos vídeos divulgados nas redes sociais.
Segundo a corporação, foram adotadas providências legais, administrativas e disciplinares para apurar os fatos, observando os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.

A PM também afirmou que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes da instituição e destacou que responsabiliza os policiais que atuarem em desacordo com os valores da corporação.
Por fim, a instituição reiterou o compromisso com a preservação da ordem pública, a segurança da população, a transparência das ações e o cumprimento da legislação.
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