sábado, 7 de novembro de 2026
Trabalho forçado

EUA preparam novas tarifas para 60 países e Brasil pode ser taxado em 12,5%; entenda

Brasil pode entrar em nova rodada de tarifas dos EUA por investigação sobre trabalho forçado

Otavio Augustopor em
EUA preparam novas tarifas para 60 países e Brasil pode ser taxado em 12,5%; entenda
Foto: Divulgação

Os Estados Unidos devem anunciar, nos próximos dias, uma nova rodada de tarifas comerciais para cerca de 60 países. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, durante entrevista à emissora CNBC. Segundo ele, as medidas fazem parte de investigações relacionadas ao uso de trabalho forçado na cadeia de produção de bens importados.

Entre os países que poderão ser atingidos está o Brasil. Conforme as informações apresentadas pelas autoridades norte-americanas, produtos brasileiros podem ser submetidos a uma tarifa de 12,5%.

Por que os Estados Unidos abriram uma nova investigação?

De acordo com Jamieson Greer, a legislação norte-americana proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo o representante comercial, o governo avalia que diversos parceiros comerciais não possuem mecanismos equivalentes ou não aplicam esse tipo de fiscalização.

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Foto: Divulgação

Durante a entrevista, Greer afirmou que novas ações devem ser anunciadas em breve. As tarifas deverão substituir a alíquota temporária de 10% implementada pelo presidente Donald Trump depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte das sobretaxas adotadas anteriormente.

As investigações começaram em março e foram abertas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Além disso, o governo norte-americano realizou audiências públicas para discutir os impactos das medidas.

Quais países podem ser afetados?

Além do Brasil, a investigação inclui economias como União Europeia, China, Japão, Índia, México, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Indonésia, Malásia, Tailândia, Bangladesh, Camboja, Singapura, Suíça e Noruega.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, as novas tarifas poderão variar entre 10% e 12,5%, conforme o resultado das investigações conduzidas pelo governo.

Na última semana, Donald Trump também anunciou uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. No entanto, alguns itens, como café, carne bovina, petróleo, aeronaves e suco de laranja, ficaram fora da medida.

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Foto: Divulgação

Cinco dias depois, o governo norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Canadá.

O que pesa na decisão do governo Trump?

Enquanto a nova política comercial avança, parte das autoridades norte-americanas defende cautela na adoção de novas tarifas. Segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times, integrantes do governo avaliam que a preservação dos acordos comerciais firmados em 2025 pode reduzir impactos sobre a economia dos Estados Unidos.

O cenário também ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais envolvendo os Estados Unidos e o Irã. De acordo com a publicação, o contexto elevou os preços da energia e ampliou preocupações sobre os custos para consumidores norte-americanos.

Uma pesquisa realizada pela Focaldata para o Financial Times apontou que mais de dois terços dos entrevistados desaprovam a condução do governo em relação ao custo de vida. Para especialistas ouvidos pelo jornal, fatores econômicos e políticos podem influenciar o alcance das novas medidas tarifárias.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não divulgou a data oficial para o anúncio das novas tarifas nem confirmou quais produtos serão atingidos em cada país investigado.

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Tags:
Brasil comércio internacional Donald Trump Estados Unidos exportações Jamieson Greer relações comerciais Seção 301 tarifas trabalho forçado

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