“Quero retornar ao Brasil”, diz Eduardo Bolsonaro
Ex-deputado federal afirma que não pretende solicitar cidadania americana
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (21) que seu objetivo é retornar para o Brasil e que não pretende solicitar cidadania americana.
“O Brasil é minha terra, eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano. Não estou pensando nisso neste momento”, disse o ex-parlamentar em entrevista ao Metrópoles.
Na última segunda-feira (20), Eduardo revelou que conseguiu um green card, documento emitido pelo governo americano que concede a estrangeiros o direito de viver e trabalhar legalmente nos EUA por tempo ilimitado. “A residência me dá segurança jurídica e tranquilidade para trabalhar aqui”, afirmou.
Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o green card também irá protegê-lo de enfrentar o mesmo problema que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que também reside nos Estados Unidos.
“O Ramagem tinha uma condenação, por aquilo que a gente chama de ‘golpe da Disney’. Ele fez pedido de asilo e a Polícia Federal brasileira deu um papinho no ICE e tentou deportar o Ramagem. Eles não tentaram extraditar; o processo de extradição está em andamento. Mas, para acelerar, ou por não confiar que a extradição sairia, a PF foi atrás da deportação utilizando-se do ICE”, disse Eduardo.
Ramagem ficou dois dias preso na Flórida em abril, após ser detido pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês). O ex-deputado foi liberado após sua defesa entrar com um pedido de asilo político no país e aguarda o julgamento do processo migratório em liberdade.
“Isso que aconteceu com o Ramagem não acontece comigo porque eu tenho a residência americana. O Ramagem estava acobertado, sim, pela Justiça americana porque tinha um pedido de asilo aberto. Isso dava a ele a oportunidade de viver legalmente nos Estados Unidos, mas em uma situação mais precária”, afirmou o ex-deputado.
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