Disputa pelo Senado trava acordo na chapa dos partidos pró-Lula em Goiás
Reunião da “Frente Democrática” definiu que o PDT indicará o candidato a vice de Luis Cesar Bueno (PT), mas impasse pela segunda vaga ao Senado será resolvido pelas direções nacionais
A reunião da “Frente Democrática”, formada pelos partidos que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás, ocorrida na última quinta-feira (23), terminou com a decisão de que os nomes para disputar o Senado Federal serão definidos em diálogo com as direções nacionais das legendas.
O encontro reuniu os dirigentes dos sete partidos que irão caminhar com Lula no Estado: a deputada federal Adriana Accorsi (PT); a vereadora Aava Santiago (PSB); o procurador-geral da Câmara de Goiânia, Kowalsky Ribeiro (PDT); Cristiano Cunha (PV), Honório Rocha (PCdoB), Cíntia Dias (PSOL) e Lilia Monteiro (Rede).
Com o ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT) como pré-candidato ao Governo do Estado, a reunião teve como foco a definição da chapa majoritária. Enquanto a indicação para vice ficou com o PDT, persistiu o impasse sobre as duas vagas ao Senado Federal.
Conforme apurado pela reportagem do O HOJE, o advogado Carlos Mundim, até então pré-candidato ao Senado, deve ser o nome indicado pelos pedetistas para compor a chapa como candidato a vice. O impasse entre as legendas ficou concentrado na escolha de quem irá representar a chapa de Lula em Goiás na disputa pela Casa Alta.
Primeira vaga ao Senado
As conversas avançaram para que Cíntia Dias representasse a Federação PSOL/Rede com uma das vagas ao Senado. O acordo para que o PDT fique com a indicação a vice e o PSOL com a vaga à Casa Alta do Congresso inclui o direito dos pedetistas de indicar o suplente do nome psolista para a disputa. Já a indicação para a outra vaga ficou entre o ex-deputado federal Aldo Arantes (PCdoB) e a ex-deputada estadual Isaura Lemos (PSB).
Sem consenso para a segunda vaga, a decisão entre os dirigentes foi encaminhar a decisão para as direções nacionais da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e do PSB. A expectativa é que a deliberação sobre a chapa majoritária seja concluída até o dia 30 de julho. A convenção do PT que irá oficializar Cesar Bueno como candidato ao Governo do Estado está marcada para acontecer no dia 1º de agosto.
Enquanto as negociações seguem abertas, Cesar Bueno afirma à reportagem do O HOJE que há “otimismo” para a disputa estadual nos partidos do campo progressista.
“A gente tem uma conjuntura muito favorável. O legado do presidente Lula em Goiás é um legado de muitas realizações. Queremos apresentar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa. O ambiente é de muito otimismo, não só no PT, mas em todos os partidos que compõem a frente democrática e progressista”, afirma o pré-candidato.
“Frustração”
Apesar de o PDT ter ficado responsável pela indicação do candidato a vice, a indefinição sobre o Senado desagradou à legenda. Ao O HOJE, Kowalsky descreve que o partido recebeu “com frustração o resultado da reunião”. Segundo o mandatário, o PDT via com satisfação a formação de uma chapa com Cesar Bueno para o governo e Aldo Arantes e Cíntia Dias para o Senado.
O dirigente acrescentou que a decisão de levar a discussão às direções nacionais de PT, PCdoB, PV e PSB não atende aos interesses do PDT em Goiás. Apesar de a reunião definir que a indicação para vice ficará a cargo da sigla, o presidente diz garantir que o partido continuará o diálogo com o governador Daniel Vilela (MDB) e com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) até a convenção estadual da legenda, marcada para o dia 3 de agosto.
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