sexta-feira, 14 de agosto de 2026
EUA x Irã

Guerra no Oriente Médio se expande ao Mar Vermelho e eleva tensão no mercado global de petróleo

Ataques de rebeldes houthis a navios sauditas ampliam conflito, provocam reação dos EUA e fazem barril de petróleo superar US$ 100

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em
libano
Foto: Reprodução

A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou uma nova frente nesta semana com a intensificação dos ataques dos rebeldes houthis, do Iêmen, contra embarcações sauditas no Mar Vermelho. A ampliação das hostilidades aumentou o temor de interrupções nas principais rotas de transporte de petróleo e levou o barril do Brent a ultrapassar a marca de US$ 100 durante o pregão, refletindo a preocupação dos mercados com o abastecimento mundial de energia.

Em resposta aos ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que imporá um “grande castigo militar” ao Irã e aos houthis caso novas ofensivas sejam realizadas contra embarcações na região. O governo iraniano reagiu dizendo que responderá na mesma proporção a eventuais bombardeios americanos. Paralelamente, Jordânia e Kuwait informaram ter interceptado projéteis, enquanto Teerã declarou ter atingido alvos militares dos Estados Unidos nos dois países, ampliando o risco de um confronto regional.

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Os ataques dos houthis ocorreram após o grupo anunciar o bloqueio aos portos sauditas no Mar Vermelho e reivindicar ofensivas contra os petroleiros Encelia e Layla. A Arábia Saudita confirmou que uma das embarcações foi atingida. Ao mesmo tempo, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter impedido a passagem de três petroleiros pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde circulava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes do agravamento da guerra.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou ao Conselho de Segurança que a situação na região “está fora de controle” e alertou para o risco de uma escalada contínua do conflito. Enquanto isso, Omã tenta retomar as negociações entre os houthis e a Arábia Saudita para reduzir as tensões no Mar Vermelho, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos mantêm ataques contra instalações iranianas e reforçam a pressão militar sobre Teerã.

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