quinta-feira, 30 de julho de 2026
Rompimento

Marcelo Aro rompe com grupo de Zema e articula candidatura ao governo de Minas Gerais

Ex-secretário da Casa Civil comunicou a Mateus Simões que negocia disputar o Palácio Tiradentes; movimento abre disputa pelo apoio de partidos da direita no estado

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em 30 de julho de 2026 às 13:49
Marcelo Aro rompe com grupo de Zema e articula candidatura ao governo de Minas Gerais
O ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP)Foto: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30) que o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) decidiu romper com o grupo político liderado por Romeu Zema (Novo) e passou a articular uma candidatura própria ao governo estadual. Segundo Simões, a decisão foi comunicada durante uma reunião realizada pela manhã e representa o fim da aliança construída ao longo do segundo mandato de Zema.

De acordo com o governador, Aro alegou insatisfação com a composição da chapa governista, especialmente com a possibilidade de o senador Carlos Viana (PSD), presidente da CPI do INSS, ocupar uma das vagas ao Senado. Inicialmente, o ex-secretário era cotado para disputar a outra vaga na chapa de Simões. “Ele disse que eu deveria esperar por isso, porque não estava satisfeito com a presença de Carlos Viana”, declarou o governador. Simões também afirmou ter recebido a decisão com decepção, lembrando que Aro integrou sua equipe após ser derrotado na disputa pelo Senado em 2022.

Nos bastidores, a candidatura de Marcelo Aro ganhou força depois de o Republicanos retirar o apoio à pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que liderava pesquisas de intenção de voto. Aro busca agora construir uma aliança com Republicanos, PL, União Brasil e outras siglas. Segundo Simões, o ex-secretário reconheceu que sua candidatura ainda depende da definição do futuro político de Cleitinho, que tenta reverter a decisão do partido em conversa com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira.

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Caso consiga o apoio do PL, Marcelo Aro poderá se tornar o principal aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais durante a campanha eleitoral. As negociações incluem a possibilidade de uma das vagas ao Senado ser destinada ao deputado federal Domingos Sávio (PL), enquanto outra ficaria com um nome indicado pelo Republicanos, entre eles o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo. Internamente, porém, o PL ainda avalia se participa da aliança ou se lançará candidatura própria, com nomes como o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.

Marcelo Aro ocupou cargos estratégicos no governo Romeu Zema, incluindo as secretarias da Casa Civil e de Governo, onde coordenou a articulação política com os municípios mineiros. Ele deixou o Executivo em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. Mesmo após a saída, manteve aliados em postos importantes da administração estadual, como o secretário de Governo, Castellar Neto. A expectativa é que integrantes ligados ao ex-secretário deixem o governo nos próximos dias, consolidando o rompimento político.

A trajetória de Aro na política começou em 2012, quando foi eleito vereador em Belo Horizonte. Posteriormente, conquistou dois mandatos como deputado federal e disputou, sem sucesso, uma vaga no Senado em 2022. Após a derrota, foi convidado por Romeu Zema para integrar o primeiro escalão do governo estadual e se tornou um dos principais articuladores políticos da gestão. Procurado, Marcelo Aro ainda não havia se manifestado sobre as declarações de Mateus Simões.

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