sexta-feira, 31 de julho de 2026
CRISE NA ESPANHA

Crise migratória em Ceuta deixa 34 mortos; Espanha estima entrada de 60 mil pessoas

Autoridades espanholas afirmam que milhares de pessoas tentaram entrar no enclave localizado no norte da África, enquanto parte dos migrantes já iniciou o retorno ao Marrocos

Luma Silveirapor Luma Silveira em 31 de julho de 2026 às 11:52
Crise migratória em Ceuta deixa 34 mortos; Espanha estima entrada de 60 mil pessoas
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A pressão migratória sobre Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, provocou uma das maiores crises recentes na fronteira entre Espanha e Marrocos. Autoridades locais estimam que cerca de 60 mil pessoas tentaram entrar na cidade desde quinta-feira (30), enquanto o número de mortes confirmadas chegou a 34.

Segundo o governo local, muitos migrantes alcançaram o enclave atravessando o mar ou ultrapassando cercas na divisa. Ao mesmo tempo, milhares já iniciaram o caminho de volta ao território marroquino, após a intensificação das ações de controle na fronteira.

Para conter novas entradas, forças marroquinas reforçaram a vigilância nos acessos a Ceuta, utilizando equipamentos de controle de distúrbios. Do lado espanhol, militares foram deslocados para proteger os principais pontos da fronteira e ampliar o esquema de segurança.

Imagens registradas na região mostram veículos incendiados, confrontos e forte presença policial, cenário que evidenciou a tensão provocada pelo aumento repentino do fluxo migratório.

Governo espanhol reage

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou a entrada em massa de migrantes como uma violação da integridade territorial do país e anunciou o envio de mais recursos para restabelecer a segurança em Ceuta.

Ele também responsabilizou organizações criminosas envolvidas no tráfico de pessoas por incentivar as travessias e afirmou que o governo trabalha em conjunto com Marrocos para acelerar o retorno de quem entrou de forma irregular.

A situação também gerou reações de outros países europeus. França e Itália defenderam medidas mais rígidas para impedir novos deslocamentos em direção ao território espanhol, enquanto o episódio reacendeu o debate sobre as políticas migratórias adotadas pela União Europeia.

Ceuta e Melilla são os únicos territórios espanhóis situados no continente africano e representam uma das principais portas de entrada para migrantes que tentam chegar à Europa. O volume de pessoas registrado nas últimas horas é considerado um dos maiores já enfrentados pela região.

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