sexta-feira, 30 de outubro de 2026
JUSTIÇA ELEITORAL

TCU envia ao TSE lista com 6,1 mil gestores que podem ficar inelegíveis no Brasil

TCU entrega ao TSE lista com 6,1 mil gestores que tiveram contas julgadas irregulares. Relação pode influenciar análise de candidaturas

Luma Silveirapor em
TCU envia ao TSE lista com 6,1 mil gestores que podem ficar inelegíveis no Brasil
Entre os nomes relacionados estão 135 vereadores e 144 prefeitos de municípios de pequeno porte, além de outros agentes públicos | Foto: Divulgação TSE

O Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou nesta terça-feira (4) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma relação com 6,1 mil pessoas que tiveram contas de gestão consideradas irregulares nos últimos oito anos. O documento servirá de base para a análise da situação de candidatos que disputarão as eleições gerais de outubro.

A entrega da lista foi feita pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. A partir de agora, caberá à Justiça Eleitoral avaliar, caso a caso, se os registros podem resultar em inelegibilidade, conforme prevê a legislação.

Entre os nomes relacionados estão 135 vereadores e 144 prefeitos de municípios de pequeno porte, além de outros agentes públicos que tiveram decisões desfavoráveis do tribunal.

Contas irregulares podem impedir candidaturas

Segundo o TCU, a classificação de contas como irregulares ocorre em situações como omissão na prestação de contas, prejuízo ao erário, desvio de recursos públicos e descumprimento reiterado de determinações da Corte de Contas.

A inclusão na lista, no entanto, não significa automaticamente que o agente público ficará impedido de disputar as eleições. A definição sobre eventual inelegibilidade será feita pela Justiça Eleitoral durante a análise dos registros de candidatura.

Eleições ocorrem em outubro

Neste ano, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato à Presidência ou aos governos estaduais obtenha maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro.

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