Veja quanto pode ser o salário mínimo em 2027
Governo revela projeção para o salário mínimo de 2027
O governo federal prevê que o salário mínimo será de R$ 1.717 em 2027. A estimativa consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), encaminhado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Se confirmado, o novo valor representará um aumento nominal de 5,92% em relação ao piso de R$ 1.621 vigente em 2026.
Além disso, a projeção considera a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um ganho real de 2,5%. Esse percentual corresponde ao limite estabelecido pelo arcabouço fiscal para o crescimento real vinculado ao Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, o valor ainda é uma estimativa e poderá sofrer alterações até a definição oficial do Orçamento.

Como será definido o novo salário mínimo?
A política de valorização do salário mínimo utiliza dois critérios para calcular o reajuste anual. O primeiro é a inflação acumulada pelo INPC nos 12 meses encerrados em novembro do ano anterior. O segundo é o desempenho do PIB registrado dois anos antes.
Por isso, o valor incluído no PLDO serve como referência inicial para a elaboração do Orçamento da União.
O processo ainda prevê o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao Congresso Nacional, a divulgação do INPC de novembro pelo IBGE e, por fim, a publicação do decreto presidencial com o valor oficial.
Quem será impactado pelo reajuste?
Caso a proposta seja confirmada, o novo salário mínimo entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027.
Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o reajuste terá impacto direto em benefícios pagos pelo governo federal. Entre eles estão aposentadorias e pensões vinculadas ao salário mínimo, o abono salarial do PIS/Pasep, o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Dessa forma, milhões de brasileiros terão seus rendimentos reajustados conforme o novo piso nacional.

O valor é suficiente para manter o poder de compra?
Embora o reajuste represente aumento nominal, estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas de uma família permanece acima do piso nacional.
O levantamento considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação e outras despesas essenciais. Por isso, a discussão sobre o poder de compra do salário mínimo continua presente nos debates sobre renda, orçamento das famílias e contas públicas.
Enquanto isso, o valor de R$ 1.717 seguirá em análise durante a tramitação do Orçamento e poderá ser atualizado antes da definição oficial.
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