Dia do Estudante em Goiânia tem ato na Praça Universitária com pauta por permanência e direitos
Nesta terça-feira (11), universitários ocupam a Praça Universitária para cobrar permanência, investimentos em educação e melhores condições para conciliar estudo e trabalho
A dificuldade de entrar na universidade não se encerra quando a matrícula é feita. Para muitos estudantes, o desafio seguinte é permanecer no curso enquanto as mensalidades, trabalho, transporte, alimentação e estrutura acadêmica disputam espaço na rotina. Foi esse conjunto de problemas que reuniu, na quinta-feira (6), representantes de centros acadêmicos, atléticas e entidades da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG) e Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) na sede da União Estadual dos Estudantes de Goiás (UEE-GO).
O encontro colocou na mesma mesa realidades distintas. Participaram DCE, centros acadêmicos, atléticas e representações da UNE e da UBES. Entre as pautas estavam orçamento das universidades públicas, permanência estudantil, esporte universitário, Bolsa-Atleta, demandas da UEG e o fim da escala 6×1.
Permanecer também é desafio
Presidente da UEE-GO e estudante de Direito da PUC Goiás, Luiz Enrique diz que “hoje, a principal preocupação dos estudantes é a permanência dentro do curso”. Nas instituições privadas, ele aponta a falta de restaurante universitário, bolsas de permanência e incentivo ao esporte, além do aumento das mensalidades, entre os fatores que podem empurrar alunos para fora da graduação. Nas públicas, a falta de recursos aparece na estrutura, na ausência de professores e em laboratórios antigos.
Mesmo com diferenças entre universidades, uma dificuldade atravessa os grupos. “Em todas as realidades, o estudante é mais afetado pela 6×1 e não consegue conciliar estudo com trabalho”, afirma Luiz.
A reunião também discutiu caminhos para o esporte universitário, da regularização de CNPJ e estatutos das atléticas à defesa de políticas como o Bolsa-Atleta. A intenção foi transformar problemas vividos isoladamente em uma agenda comum capaz de chegar ao debate público.
Da universidade para a praça
A articulação construída entre as entidades ganha as ruas nesta terça-feira (11), Dia do Estudante, data em que a UEE Goiás completa 76 anos. Às 17h, estudantes se reúnem na Praça Universitária, em Goiânia, sob a proposta de que “a aula será na praça”. O ato começou a ser organizado durante o encontro de quinta-feira.
Em ano eleitoral, Luiz defende que as demandas dos universitários também ocupem espaço no debate público. “Precisamos mostrar para aqueles e aquelas que querem o voto do estudante, o que nós realmente passamos e mais precisamos”, afirma.
Na praça, o debate deve partir justamente de situações que atravessam a vida universitária: a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, o peso das mensalidades nas instituições privadas e os problemas de estrutura e orçamento nas públicas. Para o presidente da UEE Goiás, levar essas questões para fora dos campi é uma forma de ampliar a participação dos estudantes no debate sobre educação. “Reunir forças com as entidades estudantis para levantar a bandeira da educação e mostrar pra população goiana que também queremos participar da construção do futuro de Goiás e do Brasil”, diz Luiz.
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