terça-feira, 11 de agosto de 2026
R$ 5 BILHÕES À ESPERA

Milhões de brasileiros têm dinheiro esquecido para receber; veja se você é um deles

Banco Central aponta que 22,66 milhões de pessoas podem resgatar valores deixados em instituições financeiras

Bia Salespor Bia Sales em
Milhões de brasileiros têm dinheiro para receber; veja se você é um deles
(Imagem: Pixabay)

Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em instituições financeiras. Segundo balanço atualizado pelo Banco Central (BC), aproximadamente R$ 5,1 bilhões permanecem disponíveis para resgate por 22,66 milhões de pessoas.

Os recursos podem estar relacionados a contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito e contas mantidas em corretoras, entre outras situações.

A consulta é gratuita e deve ser realizada pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma oficial do Banco Central. Empresas também podem verificar a existência de recursos. O sistema permite ainda consultar valores pertencentes a pessoas falecidas e a empresas que já encerraram as atividades.

Como saber se você tem dinheiro para receber

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo endereço oficial valoresareceber.bcb.gov.br.

Na verificação inicial, o interessado deverá informar:

  • CPF e data de nascimento, no caso de pessoa física;
  • CNPJ e data de abertura, no caso de empresa;
  • CPF e data de nascimento, para consultar valores de pessoa falecida.

Essa primeira etapa informa se existe dinheiro disponível e não exige login. Caso o sistema indique algum valor, será necessário entrar na plataforma para descobrir a quantia, a origem do recurso e a instituição responsável pela devolução.

O acesso completo exige uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada.

Como pedir a devolução

Depois de entrar no SVR, o usuário deve acessar a opção “Meus Valores a Receber”, conferir os dados apresentados e seguir as orientações. Quando o sistema disponibilizar o botão “Solicitar por aqui”, o cidadão poderá selecionar uma chave Pix e concluir o pedido. Nessa modalidade, a instituição deverá fazer a devolução em até 12 dias úteis.

Mesmo que uma chave Pix seja indicada, o pagamento também poderá ser efetuado por TED ou crédito na conta vinculada à chave selecionada. Se a solicitação direta não estiver disponível, será necessário entrar em contato com a instituição pelos canais informados no próprio sistema. Nesse caso, o prazo e a forma de pagamento deverão ser combinados diretamente.

Resgate automático

Pessoas físicas que possuem o CPF cadastrado como chave Pix podem ativar a solicitação automática de resgate. Para utilizar a ferramenta, é preciso entrar no SVR com uma conta Gov.br prata ou ouro, habilitar a opção “Receber valores automaticamente” e autorizar o uso da chave Pix vinculada ao CPF.

Depois da ativação, novos valores identificados poderão ser depositados sem a necessidade de fazer uma solicitação manual. O Banco Central não envia uma notificação quando a transferência é realizada.

A modalidade automática não inclui contas conjuntas nem recursos mantidos por instituições que não aderiram à devolução via Pix.

Dinheiro de pessoas falecidas

Herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais podem consultar recursos pertencentes a pessoas falecidas. Após confirmar a existência do dinheiro, o responsável deverá entrar no sistema com a própria conta Gov.br, acessar a opção destinada a pessoas falecidas e aceitar um termo de responsabilidade.

A plataforma informará a instituição que mantém os valores e os respectivos canais de atendimento. O interessado deverá entrar em contato diretamente para verificar quais documentos são exigidos e combinar a devolução.

Cuidado com golpes

O Banco Central alerta que a consulta e a solicitação dos valores são gratuitas. O órgão não envia links por WhatsApp, SMS, e-mail ou Telegram e não entra em contato para confirmar informações pessoais.

Também não é necessário fazer qualquer pagamento para liberar o dinheiro. Somente a instituição indicada dentro do SVR poderá procurar o beneficiário — e nunca poderá pedir senhas.

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