Passagens aéreas ficam 14,5% mais caras e tarifa média chega a R$ 776
Bilhete doméstico médio custou R$ 776,87 em agosto; querosene de aviação subiu 31,8% em um ano
O preço médio das passagens aéreas domésticas chegou a R$ 776,87 em agosto, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O valor representa um aumento real de 14,5% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação.
O levantamento considera o preço médio pago pelo passageiro em um trecho da viagem, seja de ida ou de volta. Portanto, o valor não representa necessariamente o custo completo de uma passagem de ida e volta.
O avanço ocorre em meio ao aumento do preço do querosene de aviação, um dos principais custos das companhias aéreas. Em agosto, o combustível custou, em média, R$ 4,98 por litro, alta de 31,8% na comparação anual.
Um em cada três bilhetes custou menos de R$ 500
Apesar da elevação da tarifa média, 34,8% dos assentos comercializados durante agosto custaram menos de R$ 500. Na outra ponta, 9,2% das passagens foram vendidas por valores superiores a R$ 1,5 mil. Os números mostram a variação dos preços praticados no mercado doméstico, que dependem de fatores como rota, data da compra e procura pelo voo.
A tarifa média divulgada pela Anac alcançou R$ 776,87 considerando todos os bilhetes domésticos incluídos na base de dados da agência.
Valor não inclui bagagem e marcação de assento
A metodologia da Anac não inclui serviços contratados separadamente pelos passageiros, como despacho de bagagem, escolha de assento e outras cobranças adicionais. A tarifa de embarque também fica fora do cálculo. Isso significa que o valor total desembolsado pelo consumidor pode ser maior que o preço considerado pela agência.
Também são excluídas as passagens adquiridas com milhas, as tarifas corporativas e os bilhetes comercializados para funcionários das empresas aéreas.
A tarifa aérea média é um indicador que representa o valor pago por um passageiro em apenas um sentido da viagem.
Governo anunciou medidas para o setor
Em abril, o governo federal anunciou medidas de apoio às empresas aéreas diante dos efeitos dos conflitos internacionais sobre os custos do setor. O pacote incluiu isenção das contribuições para PIS e Cofins, linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além da suspensão temporária do recolhimento de tarifas de navegação aérea.
Leia mais:
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.