segunda-feira, 17 de agosto de 2026
ICB-BR

Prévia do PIB mostra desaceleração da economia no segundo trimestre

Economia cresce 0,2% no segundo trimestre após avanço de 1,2%

Otavio Augustopor Otavio Augusto em
Prévia do PIB mostra desaceleração da economia no segundo trimestre
Foto: Divulgação

O ritmo da economia brasileira perdeu força no segundo trimestre de 2026. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,2% entre abril e junho. O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o indicador avançou 1,2%.

Além disso, o índice recuou em junho. Na comparação com maio, o IBC-Br caiu 0,6%, considerando os dados com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que projetavam retração de 0,53%.

Assim, o desempenho do segundo trimestre confirmou a perda de ritmo esperada para a atividade econômica. Agora, o mercado aguarda a divulgação oficial do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevista para 1º de setembro.

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Foto: Divulgação

Junho registra queda e reduz ritmo da atividade

Em junho, a agropecuária apresentou crescimento de 1% em relação a maio. Com isso, o setor encerrou o segundo trimestre com alta de 0,3%.

Por outro lado, a indústria recuou 1,4% no mês. Ainda assim, o setor acumulou crescimento de 0,5% entre abril e junho.

Já os serviços apresentaram queda de 0,5% em junho. No trimestre, o segmento registrou retração de 0,1%.

Os números mostram, portanto, comportamentos diferentes entre os principais setores da economia. Enquanto a agropecuária e a indústria terminaram o trimestre com crescimento, os serviços tiveram desempenho negativo.

Dados divulgados pelo IBGE também apontaram queda de 1,8% na produção industrial em junho. No mesmo mês, entretanto, o comércio varejista cresceu 0,5%. O volume de serviços ficou estável.

O que explica a desaceleração da economia

A perda de ritmo ocorre depois de um primeiro trimestre de crescimento mais elevado. Na avaliação de analistas, o desempenho da agropecuária no início do ano contribuiu para o resultado dos primeiros meses.

Além disso, a política monetária continua influenciando a atividade econômica. O Banco Central mantém os juros em patamar elevado para controlar a inflação. No início de agosto, a instituição reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, na quarta redução consecutiva.

Ainda assim, o mercado de trabalho permanece em nível elevado de atividade. Medidas de estímulo também contribuem para sustentar o consumo das famílias.

Ao mesmo tempo, o cenário externo apresenta incertezas. Os conflitos no Oriente Médio e os efeitos defasados da política monetária podem influenciar a atividade econômica nos próximos meses.

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Mercado reduz expectativa de crescimento para 2026

Na comparação com junho de 2025, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,4%. No acumulado de 12 meses, o indicador registra alta de 1,5%, considerando os dados sem ajuste sazonal.

Apesar do crescimento acumulado, as projeções apontam para um ritmo mais moderado ao longo do ano. A pesquisa Focus mais recente, realizada pelo Banco Central, indica expectativa de crescimento de 1,98% para o PIB em 2026.

Para 2027, a previsão do mercado está em 1,50%.

O IBC-Br reúne indicadores que representam o desempenho da agropecuária, da indústria e dos serviços. O índice também considera o volume dos impostos sobre a produção.

Por fim, o resultado divulgado pelo Banco Central não representa o PIB oficial. O indicador serve como uma referência para acompanhar o comportamento da economia antes da divulgação dos dados do IBGE.

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