quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Substituição

PL pede substituição de Michelle Bolsonaro nos cuidados de Jair Bolsonaro

Valdemar Costa Neto afirmou que pedido foi levado à Justiça para permitir que ex-primeira-dama se dedique à campanha ao Senado e a compromissos de Flávio Bolsonaro

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em
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Foto: STF

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (20) que o partido solicitou à Justiça a substituição de Michelle Bolsonaro nos cuidados médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a mudança permitiria que a ex-primeira-dama ampliasse sua participação na campanha ao Senado pelo Distrito Federal. A intenção também é liberar Michelle para acompanhar os principais eventos eleitorais de Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência.

Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar disse que a legenda busca autorização judicial para alterar a pessoa responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro. O dirigente afirmou que Michelle deverá priorizar os compromissos considerados mais importantes durante o período eleitoral. Na avaliação de Valdemar, a ex-primeira-dama tem forte capacidade de mobilização e pode contribuir para a campanha de Flávio.

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O presidente do PL também relacionou a atuação de Michelle ao desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, depois da reconciliação entre os dois, o senador teria registrado uma alta de dois a três pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto. Valdemar afirmou, porém, que a participação da ex-primeira-dama deve ser concentrada em agendas de maior relevância, como comícios e eventos considerados estratégicos.

Durante a entrevista, Valdemar também comentou a disputa presidencial e afirmou ser favorável à candidatura de Pablo Marçal, embora considere pouco provável que ela avance devido a possíveis impedimentos na Justiça Eleitoral. O dirigente atribuiu ainda a mudança recente na estratégia de comunicação de Flávio à troca de profissionais de marketing. Segundo ele, o senador passou a adotar um discurso mais alinhado ao bolsonarismo e menos direcionado ao eleitorado de centro.

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