Celina Leão descarta aumento de impostos no DF: “Precisamos ampliar a base de empresas, não elevar tributos”
Governadora defende atração de investimentos, criação de polos econômicos e autonomia financeira do Distrito Federal diante das discussões sobre o Fundo Constitucional
A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou que o Distrito Federal não adotará uma política de aumento de impostos e defendeu que o caminho para ampliar a arrecadação passa pela atração de empresas e pela geração de empregos. Em resposta exclusiva ao O HOJE, durante encontro com auditores fiscais, a chefe do Executivo destacou que a estratégia econômica do governo está baseada na ampliação da base de contribuintes e na criação de novos polos de desenvolvimento.
“Nosso compromisso é de não aumento de impostos. Eu não acredito que isso gere uma receita maior. O que queremos é aumentar o número de empresas abertas aqui, aumentar os empregos e a arrecadação decorrente dessa atividade econômica”, afirmou.
Segundo Celina, a localização do Distrito Federal, cercado por municípios goianos, exige cautela na política tributária. A governadora citou experiências anteriores em que empresas migraram para cidades do Entorno, como Águas Lindas, mantendo as vendas para consumidores do DF.
“Se você faz uma política de aumento de impostos, perde empresas para Goiás ou para outros estados. Isso já aconteceu antes, quando distribuidoras foram abertas no Entorno e continuaram vendendo para o Distrito Federal”, disse.
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Como parte da estratégia para fortalecer a economia local, Celina destacou quatro eixos previstos no plano de governo: a criação de um polo logístico, o desenvolvimento da chamada “Cidade da Beleza”, voltada para o setor de cosméticos, a construção de um novo Ceasa para grandes cargas e o incentivo à cadeia de bioinsumos. A governadora afirmou que o objetivo é diversificar a economia e ampliar a autonomia financeira do DF.
A candidata também voltou a defender a preservação do Fundo Constitucional do Distrito Federal, responsável por custear áreas como saúde, educação e segurança pública. Segundo ela, estudos apontam que mudanças no mecanismo poderiam provocar impacto bilionário nas contas do DF.
Celina informou que o Governo do Distrito Federal ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a inclusão de dispositivos relacionados ao Fundo Constitucional em um projeto ligado ao setor de petróleo. “Um tema tão importante precisa ser debatido de forma específica. O Fundo Constitucional é essencial para manter serviços públicos fundamentais à população do Distrito Federal”, afirmou.
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