Dino proíbe Mario Frias e outros investigados de deixar o país
Medida do STF também impede comunicação entre os 29 alvos; investigação apura possíveis irregularidades em R$ 2 milhões de emenda destinada a projeto ligado ao filme “Dark Horse”
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os 29 investigados que são alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Meak Up não deixem o país sem autorização judicial. A decisão também proíbe que os investigados mantenham contato entre si. A Polícia Federal cumpre 49 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), assessores ligados ao gabinete do parlamentar e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas relacionadas a uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, organização ligada à produtora do longa.
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidades na aplicação dos recursos. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro não teve a utilização comprovada por meio de notas fiscais e se os valores teriam sido direcionados de forma irregular a empresas subcontratadas, sem comprovação da prestação dos serviços.
O caso é investigado em dois inquéritos no STF. Mario Frias, que foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro e é produtor executivo do filme, já negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram finalidade social. A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, uma operação contra a produtora do filme, por suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.
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