Casos de cinomose acendem alerta: veja os sinais que podem salvar seu cão
Doença altamente transmissível pode atingir os sistemas respiratório, gastrointestinal e neurológico; filhotes sem vacinação estão entre os mais vulneráveis
Relatos recentes de cães infectados pela cinomose no interior de São Paulo voltaram a chamar a atenção para uma doença altamente transmissível e que pode levar o animal à morte nos casos mais graves. Apesar do alerta, a identificação desses casos não confirma, por si só, a existência de um surto.
Segundo especialistas, a cinomose continua sendo diagnosticada ao longo de todo o ano. Os animais mais atingidos são os filhotes não vacinados, mas cães adultos e idosos também podem adoecer quando não estão protegidos ou apresentam comprometimento do sistema imunológico.
A doença é provocada pelo Canine Distemper Virus, conhecido como CDV. A transmissão acontece principalmente pelo contato com aerossóis e secreções respiratórias de animais infectados. Depois de entrar no organismo, o vírus pode se espalhar para diferentes tecidos e comprometer vários sistemas.
Quais são os primeiros sinais?
Secreção nos olhos e no nariz, febre e alterações respiratórias estão entre os primeiros sintomas associados à cinomose. Como a doença pode enfraquecer o sistema imunológico, o cão também fica mais vulnerável a infecções secundárias, incluindo pneumonia.
Vômitos e diarreia podem aparecer quando o sistema gastrointestinal é afetado. A situação se torna ainda mais preocupante quando o vírus alcança o sistema nervoso. Nessa fase, o animal pode apresentar convulsões, paralisias, espasmos musculares, alterações nos membros, depressão, estupor e redução do nível de consciência.
A cinomose também pode deixar sequelas neurológicas. Entre elas estão contrações musculares involuntárias e repetitivas, mudanças na forma de caminhar, dificuldade para coordenar os movimentos e alteração na posição da cabeça. Outro possível sinal é o espessamento da pele das almofadas das patas e da região do focinho.
Existe tratamento para cinomose?
Não há, atualmente, um tratamento específico capaz de eliminar diretamente o vírus. O atendimento veterinário é baseado em medidas de suporte, como hidratação, alimentação e controle de vômitos, diarreia e outras manifestações da doença.
Dependendo da gravidade, o cão poderá precisar de internação. O veterinário também poderá indicar medicamentos para controlar infecções secundárias. A recuperação depende da evolução de cada animal e, mesmo após a melhora, podem permanecer sequelas.
O isolamento é fundamental quando existe suspeita ou confirmação da cinomose. O cão deve utilizar comedouro, bebedouro e outros objetos exclusivos. O ambiente e os utensílios precisam ser higienizados, enquanto os animais que tiveram contato com o paciente devem permanecer afastados dos demais e passar por avaliação veterinária.
Vacinação é a principal proteção
Manter a vacinação atualizada é a principal medida para prevenir a cinomose e diminuir a circulação do vírus. O protocolo deve ser definido por um médico-veterinário, considerando idade, saúde e necessidades individuais do cão.
Também é recomendado evitar o contato com animais não vacinados. Quando um novo cão chega à residência, pode ser indicada uma quarentena antes da convivência com os demais pets, especialmente enquanto sua condição sanitária e vacinal não tiver sido avaliada.
Os responsáveis devem procurar atendimento veterinário ao perceberem sinais suspeitos. A vacinação, o acompanhamento periódico e os cuidados gerais com a saúde continuam sendo as principais formas de reduzir os riscos da doença e de suas complicações.
Leia mais:
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.