Quase 1 em 4 estudantes do Centro-Oeste já apostou em bets, aponta pesquisa
Pesquisa aponta que contato com bets aumenta conforme avança a etapa escolar
Um levantamento nacional realizado pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o portal Equidade.info, aponta que 23,7% dos estudantes do Centro-Oeste já tiveram contato com apostas online, as chamadas “bets”. A pesquisa ouviu 1.912 alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em escolas brasileiras entre agosto e setembro de 2026.
O índice coloca o Centro-Oeste na segunda posição nacional em relação à proporção de estudantes que já apostaram, atrás apenas do Nordeste, com 25,4%. Na sequência aparecem o Sudeste, com aproximadamente 20%, o Sul, com 18,4%, e o Norte, com 14,1%. A média nacional é de 20,4%. Os dados foram coletados de forma regionalizada e não apresentam estatísticas separadas por Estado, como Goiás.
O levantamento também mostra aumento do contato com as apostas conforme a etapa escolar. Entre os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, 16,2% afirmaram já ter apostado. No Ensino Médio, o percentual chega a 27,3%. A pesquisa indica ainda que o contato com as plataformas pode começar aos 11 anos ou antes.
A diferença entre os sexos também aparece nos resultados. Considerando todos os entrevistados, 27,8% dos meninos afirmaram já ter apostado, enquanto entre as meninas o índice foi de 12,6%. No Ensino Médio, a proporção chega a 41% entre os alunos do sexo masculino e 12% entre as alunas.
Ganharam ou perderam?
A pesquisa também identificou dificuldade entre os estudantes para avaliar os resultados financeiros das apostas. Cerca de quatro em cada dez alunos que já apostaram não sabem dizer se ganharam ou perderam dinheiro. No conjunto dos entrevistados, 7,4% afirmaram ter obtido mais lucros do que perdas, 5,2% relataram prejuízo e 7,6% não souberam avaliar o resultado.
No Centro-Oeste, entre os estudantes que declararam ter obtido lucro, 7,7% afirmaram ter ganho valores superiores a R$ 5 mil. O estudo também aponta que a exposição isolada à educação financeira nas escolas não tem se mostrado suficiente para conter o avanço do contato dos jovens com o mercado de apostas.
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