Celina Leão anuncia ampliação do pronto-socorro do Hospital de Brazlândia
Obra de reforma e ampliação deve elevar a capacidade de atendimento da unidade
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), visitou na tarde deste sábado (10) as obras de reforma e ampliação do pronto-socorro do Hospital Regional de Brazlândia. Segundo ela, a intervenção deve triplicar a capacidade de atendimento da unidade, que também contará com um tomógrafo para ampliar a oferta de exames de imagem.
Durante a visita, Celina afirmou que a obra estava parada após problemas com a empresa responsável pela execução. Segundo a governadora, o governo precisou notificar a contratada e realizar uma nova licitação para dar continuidade aos trabalhos. A previsão é que a estrutura seja entregue em 2027.
“Esse recurso aqui não é meu, quando eu era deputada federal. E a gente teve problema na licitação, a empresa ganhou, não conseguiu entregar a obra, enrolou, não saía da fundação, nós tivemos que tirar, notificar a empresa. Você tem todo um trâmite para fazer isso. E agora fizemos outra licitação, conseguimos outra empresa e aí, ó, tá de pé já. Ano que vem nós já vamos entregar”, afirmou.
A governadora destacou que a ampliação permitirá aumentar a capacidade de atendimento e melhorar a estrutura disponível para os pacientes. Durante a fala, ela mencionou a meta de elevar o volume de atendimentos de 1.500 para 6 mil, mas não detalhou o período de referência desses números.
Tomógrafo deve começar a funcionar antes da conclusão da obra
Celina Leão afirmou que pediu à equipe de engenharia prioridade para concluir uma parte da estrutura e permitir a instalação e o funcionamento do tomógrafo antes da entrega total da obra.
Segundo ela, a medida busca reduzir a necessidade de deslocar pacientes para outras unidades de saúde para realizar exames. A governadora disse que o governo também está instalando tomógrafos em outros hospitais da rede pública do Distrito Federal.
“Meu pedido hoje aqui para a engenharia foi que eles fizessem primeiro essa parte aqui, botassem força total nessa parte, que já me libera o tomógrafo, porque essa estrutura já ficaria, mesmo com a obra acontecendo, com uma parte já liberada, o tomógrafo, para já ter esse atendimento aqui”, declarou.
A governadora também citou outras obras na rede pública de saúde, como a construção do Hospital do Guará, cujo canteiro de obras deve começar em breve, e o Hospital Oncológico, que está em processo de licitação.
Governo quer integrar regulação com Goiás
Durante a visita, Celina afirmou que pretende ampliar a integração entre os sistemas de regulação de saúde do Distrito Federal e de Goiás. Segundo ela, quase 40% dos pacientes atendidos no Hospital Regional de Brazlândia seriam da região metropolitana.
A proposta, de acordo com a governadora, é estabelecer um sistema integrado para organizar o acesso a serviços de maior complexidade, cirurgias e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Celina afirmou que o governador de Goiás concordou com a iniciativa. A expectativa é que a cooperação ajude a organizar o atendimento de pacientes que vivem no Distrito Federal e nos municípios goianos próximos à capital federal.
Celina promete apoio a cooperativas após incêndio
Durante a visita, a governadora também comentou o incêndio que atingiu uma cooperativa de reciclagem na região da Estrutural, no Distrito Federal. Ela afirmou que entrou em contato com uma representante das cooperativas e prometeu apoio para a recuperação das perdas.
Segundo Celina, ainda não foi possível calcular os prejuízos, porque as equipes aguardam a liberação da área e a conclusão da avaliação técnica. A governadora mencionou uma estimativa de R$ 30 milhões, mas ressaltou que o valor foi informado por telefone e ainda não havia sido confirmado.
“Mas o que eu posso falar para todas elas, aqui o Governo do Distrito Federal vai ajudá-las a recuperar tudo isso. São pessoas que vivem ali da reciclagem, nós estamos juntos até o final”, afirmou.
Celina disse que pretende visitar o local assim que houver autorização do Corpo de Bombeiros. A área permanece sob avaliação técnica, e a entrada depende da liberação das equipes responsáveis.
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