Mercado de motos deve chegar a 2,35 milhões de unidades em 2026
Produção de motos no Brasil cresce 9,9% até setembro e atinge maior nível desde 2008
O mercado brasileiro de motocicletas deve encerrar 2026 com 2,35 milhões de unidades emplacadas, crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. A projeção foi revisada para cima pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que também elevou a estimativa de produção e de exportações. O desempenho acompanha o aumento da procura por veículos de duas rodas para deslocamentos urbanos e atividades profissionais.
A nova previsão representa 50 mil unidades a mais do que a estimativa inicial, de 2,3 milhões de motocicletas comercializadas. Para a produção, a expectativa passou de 2,07 milhões para 2,1 milhões de unidades, alta projetada de 6% em relação a 2025. Já as exportações devem alcançar 48 mil motocicletas, avanço de 11,3% na comparação anual.
Vendas acumulam recorde até setembro
Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil registrou 1.783.972 motocicletas emplacadas, aumento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Abraciclo, o resultado representa o maior volume já registrado para os nove primeiros meses do ano.
O desempenho acumulado contrasta com a estabilidade observada em setembro. No mês, foram emplacadas 205.120 motocicletas, uma redução de 0,4% em relação a setembro do ano passado e de 0,1% na comparação com agosto. Mesmo sem avanço mensal expressivo, o volume mantém o mercado em trajetória favorável para atingir a nova projeção anual.

A procura por motocicletas está associada a fatores como custo de aquisição, consumo de combustível, facilidade de deslocamento e utilização profissional. Em cidades com fluxo intenso de veículos, como Goiânia, a agilidade no trânsito também ajuda a explicar o espaço ocupado pelas motos em atividades que exigem deslocamentos frequentes. Esse conjunto de fatores sustenta a demanda, embora as condições de crédito, o preço dos veículos e os custos de manutenção também influenciem as decisões de compra.
Produção cresce e indústria se prepara para fechar o ano
A indústria instalada no Polo Industrial de Manaus produziu 1.645.034 motocicletas entre janeiro e setembro, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Foi o melhor resultado para os nove primeiros meses desde 2008, segundo a Abraciclo.
Somente em setembro, a produção chegou a 186.758 unidades, alta de 10,4% na comparação anual, embora tenha recuado 8,5% em relação a agosto. Para alcançar a meta de 2,1 milhões de motocicletas em 2026, a indústria precisará fabricar aproximadamente 455 mil unidades no último trimestre.
O planejamento industrial considera a redução dos dias úteis e as férias coletivas de dezembro. Por isso, a expectativa é concentrar parte significativa da produção em outubro e novembro. O resultado dependerá da manutenção da demanda e da capacidade de adequar a fabricação ao calendário do fim do ano.
A produção também revela a predominância dos modelos de menor cilindrada. De janeiro a setembro, as motocicletas dessa categoria somaram 1.295.499 unidades, o equivalente a 78,8% do total fabricado. Os modelos de média cilindrada responderam por 18,4%, enquanto os de alta cilindrada representaram 2,8%. Apesar da participação menor, a categoria de alta cilindrada registrou crescimento de 19,7% no período.

Na divisão por categorias, as motocicletas do tipo street lideraram a produção, com 842.150 unidades e participação de 51,2%. Em seguida aparecem as trail, com 328.636 unidades, ou 20%, e as motonetas, com 214.200 unidades, equivalentes a 13% do total.
Goiás tem expansão no comércio de veículos e peças
Em Goiás, os indicadores do comércio apontam um ambiente favorável para o segmento automotivo. Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela Secretaria da Economia estadual, mostram que as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças cresceram 15,1% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O avanço ficou bem acima da média brasileira, de 3,2%, e colocou Goiás na primeira posição entre as 12 unidades da Federação detalhadas no levantamento. O indicador reúne diferentes produtos e não representa exclusivamente as vendas de motocicletas, mas ajuda a dimensionar o movimento do comércio relacionado ao setor no estado.
Em Goiânia, a demanda por serviços de entrega, deslocamentos profissionais e transporte individual compõe o contexto econômico em que as motocicletas são utilizadas. Para o comércio local, a movimentação pode repercutir na procura por peças, manutenção, equipamentos de segurança e serviços ligados à circulação dos veículos.
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