Google recusa pedido de Trump para mudar nome do Oceano Atlântico para “Oceano Americano”
Presidente dos Estados Unidos relatou que Sundar Pichai rejeitou a proposta; empresa já alterou a nomenclatura do Golfo do México em seus mapas para usuários americanos por determinação do governo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Google não aceitou sua sugestão de mudar o nome do Oceano Atlântico para “Oceano Americano”. Segundo o republicano, o presidente-executivo da empresa, Sundar Pichai, recusou o pedido sob o argumento de que os oceanos possuem características e abrangência internacional distintas.
Trump relatou a conversa durante um comício realizado na Carolina do Sul nesta quarta-feira (21). Na ocasião, disse que havia solicitado à empresa uma alteração semelhante à feita anteriormente com o Golfo do México, mas recebeu uma resposta negativa.
“Eu só gosto de dois oceanos, o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico. Não vou colocar nem Trump nem América no nome de nenhum outro oceano além desses dois”, declarou o presidente, ao explicar que havia reconsiderado a ideia de renomear o Atlântico.
De acordo com o relato de Trump, Pichai argumentou que os oceanos abrangem diversos países e que, por esse motivo, não seria adequado modificar a denominação. O presidente americano afirmou ter aceitado a justificativa apresentada pela empresa.
Mudança no Golfo do México ocorreu em 2025
O episódio contrasta com uma alteração feita pelo Google Maps no início de 2025. Após uma ordem de Trump, a plataforma passou a exibir o nome “Golfo da América” para usuários nos Estados Unidos no lugar de “Golfo do México”.
A mudança ocorreu após o presidente assinar uma determinação para alterar oficialmente a denominação utilizada pelo governo americano. A exibição nos mapas varia conforme a localização do usuário, de acordo com a política adotada pela empresa.
Trump também tem demonstrado interesse em alterar outras referências geográficas. Entre os episódios recentes estão publicações e declarações sobre territórios e nomes de regiões próximas aos Estados Unidos, em iniciativas que reforçam sua defesa de uma identidade nacional mais presente na nomenclatura geográfica.
Até o momento, o relato sobre a recusa envolvendo o Oceano Atlântico foi apresentado pelo próprio Trump durante o comício. Não há, nas informações divulgadas pela reportagem, uma manifestação independente do Google confirmando os detalhes da conversa.
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