Comprar ou quitar dívidas? Black Friday divide planos dos brasileiros
Pesquisa da Serasa Experian mostra que 36% querem aproveitar o período para renegociar débitos; um terço admite dificuldade para respeitar o orçamento
O celular em promoção chama atenção, mas a conta atrasada também pede espaço no orçamento. Na Black Friday de 2026, a decisão de muitos brasileiros vai passar por essa escolha: comprar ou aproveitar o período para negociar dívidas. Segundo o estudo Black Friday Insights 2026, da Serasa Experian, 45% dos consumidores demonstram interesse em eletrônicos, enquanto 36% veem na temporada uma oportunidade para renegociar débitos.
A pesquisa ouviu 1.480 consumidores em setembro e também analisou uma base de 24 milhões de CPFs. A proposta foi comparar o que os entrevistados dizem pretender fazer com indicadores de comportamento financeiro.
O limite existe, mas nem sempre é respeitado
Embora 81% afirmem estabelecer um teto de gastos para a Black Friday, 33% reconhecem dificuldade para seguir esse planejamento. As ofertas também podem mudar a lista de compras: 43% dizem aproveitar promoções de produtos que não estavam nos planos. Outros 30% admitem já ter comprometido o orçamento em edições anteriores.
Ao mesmo tempo, as dívidas fazem parte da decisão. Para 55%, a preocupação com os débitos leva a abrir mão de uma compra. Já 47% afirmam que não comprariam um produto em oferta se estivessem endividados.
Pix e parcelamento entram na escolha
Entre as formas de pagamento pretendidas pelos entrevistados, o Pix à vista aparece com 38%, seguido pelo cartão de crédito parcelado, com 31%. Em um recorte diferente, entre consumidores com maior propensão a comprar na data, mais de 66% têm preferência pelo crédito parcelado. Os percentuais tratam de grupos distintos e não representam a mesma medida.
Entre os que consideram usar crédito, 22% cogitam aumentar o limite do cartão para aproveitar as ofertas.
O preço final pesa na decisão
Não é só o desconto da vitrine que conta. Frete alto foi apontado por 30% como motivo para desistir de uma compra. Outros 25% mencionaram um preço final acima do esperado. “Na Black Friday, o consumidor não está olhando apenas para o percentual de desconto, mas para o valor total que vai pagar no fim da jornada”, afirma Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.
A segurança também interfere: 86% disseram já ter desistido de uma promoção por medo de golpes ou fraudes digitais. Sites falsos são a principal preocupação, citados por 53%.
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