Ex-servidores são suspeitos de extorsão de mais de R$ 1 milhão em Goiás

Postado em: 13-05-2021 às 09h38
Segundo a PCGO, os envolvidos ostentavam alto padrão de vida e mesmo assim pediram auxílio emergencial do Governo Federal. A Codego frisa que os envolvidos são da gestão passada | Foto: reprodução

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), prendeu na manhã desta quinta-feira (13/05) um grupo, composto por ex-servidores públicos, suspeito de cobrar propinas que superam os mais de R$ 1 milhão de empresários.

A operação contou com apoio do GT-3 e de policiais civis das regionais de Catalão, Caldas Novas e Trindade. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Caturaí, Cristianópolis e Catalão.

De acordo com a polícia, foram alvos das prisões ex-servidores públicos, familiares e outras envolvidos de participarem de um esquema de corrupção. A investigação apurou que eles chantageava empresários interessados em instalar os estabelecimentos em Distritos Industriais administrados pela GOIASINDUSTRIAL (atual CODEGO), para dar andamento nos processos administrativos.

A polícia cita que os empresários que se recusaram a pagar as propinas passavam a ser perseguidos e ameaçados de terem as empresas já instaladas nos distritos da CODEGO serem despejadas. “O esquema de obtenção de vantagens ilícitas era tão corriqueiro que parte dos investigados assinava ‘recibos das propinas’ recebidas”, informou a PCGO.

Apenas nesta primeira etapa da operação, chamada de Cherokee, identificou que pelo menos nove empresas foram vítimas do grupo. Porém, esse número deve aumentar com a continuação das investigações.

Corrupção

Segundo os investigadores, um dos envolvidos no esquema chegou a utilizar cheques emitidos por empresários chantageados para a compra de um veículo, modelo Cherokee, para uso pessoal.

Com o dinheiro da corrupção, a polícia informou que eles ostentam vida de luxo, o que inclui várias viagens internacionais por ano e a aquisição de diversos carros esportivos. E mesmo com alto padrão de vida, “solicitaram o auxílio emergencial do Governo Federal, durante a pandemia, o que demonstra o total desrespeito dessas pessoas com a sociedade”, frisa a polícia. Presos, agora estão à disposição da Justiça.

NOTA-CODEGO

A atual administração da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), por meio do presidente Renato de Castro, manifesta integral apoio às ações da Polícia Civil, inclusive nas investigações a respeito da atuação de antigos funcionários do órgão em gestões anteriores, entre os anos de 2016 e 2018, e se coloca à disposição das autoridades.

A Codego reforça que tomou diversas medidas de controle interno e externo, como fortalecimento dos departamentos de controle, transparência e compliance, modernização dos regulamentos e investimento na qualificação dos colaboradores, além da contratação de uma empresa especializada em auditoria externa.

Por: Nielton Soares
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