Escola precisou dividir 6 beterrabas e 12 cenouras para alimentar 185 alunos, em Brasília

De acordo com as vistorias realizadas, há desabastecimento de peixe, frango, carne bovina, sal, açúcar, feijão, macarrão entre outros itens.

Postado em: 11-11-2021 às 09h16
Por: Ícaro Gonçalves
De acordo com as vistorias realizadas, há desabastecimento de peixe, frango, carne bovina, sal, açúcar, feijão, macarrão entre outros itens | Fotos: Reprodução

Escolas do Distrito Federal estão sofrendo com grave desabastecimento de alimentos desde o reinício das aulas presenciais. A Escola Classe Granja do Torto, na região norte de Brasília, precisou dividir apenas seis beterrabas e 12 cenouras para a merenda escolar de seus 185 alunos.

Os desabastecimentos foram flagrados pelo Conselho de Alimentação Escolar do Distrito Federal (Cae-DF), que visitou 400 colégios da rede pública de ensino desde o retorno das aulas 100% presenciais. Com as visitas, o Conselho constatou desabastecimento generalizado de alimentos em diversas escolas.

“No caso da Escola Classe (EC) de Brazlândia, a Secretaria de Educação enviou 10 quilos de peixe para 300 alunos. Em Ceilândia, a EC 40 e a EC 33, também não receberam merenda suficiente”, denunciou o presidente do Cae-DF, Thiago Dias, em entrevista a uma veículo de notícias.

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Mesmo nas escolas do Plano Piloto, como a Escola Classe 204, e Centro de Ensino Fundamental 405, os alunos ganharam apenas biscoitos com frutas e sucos. O Conselho também identificou prateleiras de alimentos vazias no CEF 801 do Recanto das Emas.

“A gente está vendo a situação caótica deixada pelos gestores passados. Não pretendiam trazer os alunos de volta para as escolas? Houve uma falha muito grave planejamento”, afirmou o presidente do Conselho.

De acordo com as vistorias realizadas, há desabastecimento de peixe, frango, carne bovina, sal, açúcar, feijão, macarrão, entre outros itens.

O problema definitivamente não é financeiro. Isso porque Brasília recebeu do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nos últimos oito anos cerca de R$ 305,5 milhões para compra de alimentos, mas R$ 181,3 milhões não foram gastos.

Em nota enviada ao portal Metrópoles, a Secretaria de Educação negou o desabastecimento, afirmando existirem apenas casos pontuais de falta de alimentos.

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