Tosse persistente após infecção por Covid é comum, avalia infectologista

Mesmo após a infecção é possível que essas manifestações permaneçam mesmo após o período de infecção pelo vírus

Postado em: 05-07-2022 às 08h08
Por: Maria Paula Borges
Mesmo após a infecção é possível que essas manifestações permaneçam mesmo após o período de infecção pelo vírus | Foto: Divulgação

Durante a infecção pela Covid-19, é comum que os pacientes tenham febre, tosse, coriza, dor no corpo, e diversos outros sintomas. Entretanto, mesmo após a infecção é possível que essas manifestações permaneçam mesmo após o período de infecção pelo vírus, as chamadas sequelas, que podem incomodar durante alguns meses. A tosse, em específico, pode persistir por semanas ou meses, e cerca de 2,5% das pessoas permanecem tossindo um ano após serem infectadas, de acordo com informações da BBC Brasil. 

Caso persista, o sintoma pode prejudicar a capacidade de socialização do paciente, uma vez que a tosse é uma das manifestações do vírus, portanto, caso a tenha, é recomendado que evite contato com outras pessoas. 

Conforme as informações, o vírus afeta o trato respiratório, passagens nasais e até mesmo os pulmões, e a tosse é um mecanismo que o corpo adota para se livrar de substâncias “estranhas”, como vírus, poeira e muco. Mas, apesar de ser uma ferramenta de defesa, é uma das maneiras que a covid se espalha e contamina. 

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O infectologista Marcelo Daher explica que a tosse em qualquer quadro respiratório normalmente é o último sintoma que melhora. “A gente observa a tosse por um período maior na covid, principalmente naqueles quadros mais graves, como a gente observou no princípio. A gente via um quadro muito mais persistente, uma tosse irritativa e intensa, com necessidade de fazer uso de antitussígeno”.

Além disso, o infectologista ressalta que, atualmente, o sintoma não tem tido tanta permanência quanto no início. “A gente não tem visto tanta permanência da tosse assim, mas normalmente em um quadro respiratório, na gripe, a gente costuma ver. Ressalto que, em qualquer quadro respiratório, é comum o sintoma”, afirma. 

Assim como a tosse, a inflamação também é um processo defensivo que o sistema imunológico utiliza para combater qualquer vírus, inclusive a covid. Com isso, os tecidos inflamados incham, produzindo um líquido, o que pode durar até mesmo após a infecção. A irritação, segundo especialistas, tende a ser amenizada com o tempo, podendo desaparecer em dois ou três meses. 

De acordo com Daher, é comum que os médicos utilizem medicamentos, mas sempre tentando usar a menor quantidade de “antitussígeno”, uma classe de medicamentos voltados à terapia farmacológica da tosse que visa promover o alívio do sintoma. O infectologista sugere algumas alternativas naturais e até mesmo comportamentais. “Tomar um chá com mel, evitar água gelada, falar menos, são estratégias que ajudam a reduzir a tosse e melhorar a rouquidão”, aconselha. 

Entretanto, Daher alerta que, caso a tosse persistir por muito tempo e esteja muito irritativa, é recomendado que o paciente procure um médico. “É importante que, nesse caso, o paciente procure um pneumologista, um médico para avaliá-lo, porque se a tosse está te incomodando muito, é importante a avaliação médica para saber o que está acontecendo. Às vezes não é só tosse, pode ser uma complicação pós-covid. Então a consulta evita que tenham maiores complicações”.

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