Jovem acusado de ajudar namorada a matar adolescente de 15 anos com 35 facadas é inocentado

O tribunal o absolveu dos crimes de homicídio, corrupção de menores e destruição de cadáver, pelos quais a Justiça de Goiás o acusava

Postado em: 05-08-2022 às 16h45
Por: Ana Bárbara Quêtto
O tribunal o absolveu dos crimes de homicídio, corrupção de menores e destruição de cadáver, pelos quais a Justiça de Goiás o acusava. | Foto: Reprodução

O jovem acusado de ajudar sua namorada a matar a adolescente Emanuelle Batista, de 14 anos, com 35 facadas, foi inocentado em júri popular. A sentença foi dada nesta quarta-feira (4/8), em Rio Verde, no sudoeste de Goiás.

O crime ocorreu em janeiro de 2020 e, na época, a Polícia Civil afirmou que ele assistiu a namorada, de 15 anos, assassinar e queimar o corpo da jovem. No entanto, o júri entendeu que o rapaz não participou da ação.

O tribunal também o absolveu dos crimes de homicídio, corrupção de menores e destruição de cadáver, pelos quais a Justiça de Goiás o acusava.

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“Após os debates, o Conselho de Sentença passou à votação dos quesitos, ocasião em que reconheceu a materialidade das lesões sofridas pela vítima e sua consequente letalidade, não atribuindo a autoria do delito ao réu”, disseram os jurados.

O namorado foi preso em março de 2020, como suspeito, e a então parceira apreendida. Após a absolvição dos crimes, o jovem deixou a prisão na manhã desta sexta-feira (5/8), às ordens do juiz Ronny Andre Wachtel.

Já o processo contra a adolescente que matou a jovem, e confessou o crime, corre em segredo de Justiça.

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Relembre o caso

Foto: Divulgação/Polícia civil

A jovem acusada de cometer o crime explicou que atraiu a vítima com a promessa de dividirem e venderem uma falsa quantia de droga, que estava enterrada em um matagal, no Residencial Veneza, em Rio verde.

Após chegarem ao local, a suspeita golpeou a menina com 35 facadas. No laudo pericial, é possível ver ferimentos nas costas, pescoço, tórax e outros membros.

Segundo o delegado Danilo Fabiano, as câmeras de segurança do local mostram que a suspeita voltou à cena do crime para queimar o corpo da vítima, com o intuito de apagar vestígios. A arma do crime foi encontrada no quintal da casa de Emanuelle.

Para a mãe de Emanuelle, as duas brigavam por ciúmes do namorado da jovem. “Apesar de a minha filha contar poucas coisas para a gente, eu sabia que ela conversava com o namorado da menina e que ela tinha ciúmes”, relatou.

No dia 16 de janeiro de 2020, a polícia identificou o corpo de Emanuelle no matagal. A adolescente ficou desaparecida por dois dias.

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