Mitos e verdades sobre empreender no mercado da beleza

Postado em: 23-12-2021 às 11h30
Por: Giovana Andrade
O mercado da beleza foi um dos setores que mais sofreram durante a pandemia, pois tiveram que fechar as portas em 2020 e em 2021. | Foto: Reprodução/Internet

De acordo com o provedor de pesquisa de mercado Euromonitor International, o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. Entretanto, durante a pandemia, o setor de beleza, assim como tantas outras áreas, sofreu diversas oscilações. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Salões de Beleza (ABSB), mais de 357 mil salões no país foram à falência desde o início da pandemia. 

Entretanto, esse mercado no Brasil teve um bom crescimento no ano anterior à pandemia, em 2019, quando atingiu um faturamento de 29,62 bilhões de dólares, de acordo com dados da Euromonitor. Além disso, segundo uma previsão da Goldstein Research, espera-se que o setor tenha uma taxa composta anual de crescimento de 4,76% até 2023.

De acordo com Luiz Ferraz, fundador de um centro de beleza, estética e clínica médica, dentro deste cenário, um dos maiores desafios foi a incerteza de quando seu negócio poderia atender de portas abertas novamente. “Tivemos que fechar as portas em 2020, com o início da pandemia, e quando achávamos que já estaria tudo certo, veio a segunda onda em 2021 – que ficamos quase três meses sem funcionar. Como plano de contingência urgente, criamos a campanha de Salão na Sua Casa’, onde levamos a nossa equipe com todo o protocolo de segurança até a casa dos clientes”, comenta o empresário.

Ao esclarecer alguns mitos e verdades para quem deseja mergulhar de cabeça no mercado da beleza, Luiz confirma que, nesse ramo, os profissionais precisam estar alinhados com a gerência do salão. “Um ponto essencial é saber formatar uma equipe que realmente esteja ali com você, faça parte do seu sonho, que seja um fã do seu trabalho, do estabelecimento e da marca. Temos que encontrar pessoas que façam sentido com a empresa e vice-versa”, comenta Luiz. 

A respeito dos momentos de emergência, ele destaca que é importante ter criatividade para superar as dificuldades. “Esse ponto é importante em qualquer setor. A pandemia nos mostrou que precisamos estar preparados para qualquer imprevisto e saber arranjar formas de driblar uma possível crise”, diz. No caso do empresário, durante a pandemia, a saída foi levar o salão até a casa dos clientes. 

Para colocar o plano em ação, o salão firmou uma parceria com uma equipe de motoristas que realizavam o transporte dos profissionais. Além disso, foram utilizados lavatórios portáteis, e todo pagamento era realizado de forma remota. “Atendemos nossos clientes sem perder a demanda, sem dizer não e sem correr riscos de saúde. Foi o momento de nos reinventar”, comenta Luiz.

Nesse sentido, ele lembra que é um erro acreditar que o setor da beleza não requer muitas atualizações, pois isso é um mito, e aconselha: “A minha maior dica é saber ter humildade e temos que ter uma constante busca pelo conhecimento – técnico e administrativo. Precisamos buscar algo que vá de fato agregar para a sua empresa, seu crescimento, quando entender essa necessidade, vai evoluir profissionalmente e como pessoa”.

Luiz também classifica como mito a suposição de que não é necessário se preocupar com a margem líquida de cada serviço ofertado. “Se o empresário não conhece o que está tendo de lucro, comeca a criar um buraco negro na estrutura. É muito comum encontrarmos salões fazendo promoções, mas isso nem sempre é a saída, pois podem acabar gastando mais produtos, energia, material descartável, vendo a receita entrar. O que importa é quanto fica no bolso do dono e dos colaboradores, é necessário saber analisar o lucro”, complementa o especialista.

Segundo ele, no entanto, é verdade que o mercado da beleza pode ser aproveitado mundialmente, e um dos benefícios de empreender nesse setor é o grande número de possibilidades que existem. “É um serviço essencial, necessário mundialmente em qualquer lugar. Para o empresário e prestador de serviços, como cabeleireiro e manicure, é necessário conhecer pessoas diferentes de todos os lugares do mundo. Esse sempre foi o ponto principal de fazer meus olhos brilharem pelo setor”, finaliza Luiz.

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