Polícia alemã confronta militantes de extrema-direita que impediam entrada de imigrantes

Os militantes portavam sprays de pimenta, cassetetes e outras armas, e impediam a entrada de migrantes na Alemanha.

Postado em: 24-10-2021 às 14h29
Por: Ícaro Gonçalves
Os militantes portavam sprays de pimenta, cassetetes e outras armas, e impediam a entrada de migrantes na Alemanha | Foto: Reprodução

Um grupo formado por mais 50 militantes da extrema-direita alemã que “patrulhavam” a fronteira com a Polônia foi disperso na manhã deste domingo (24/10) por parte da polícia do país. Os militantes portavam sprays de pimenta, cassetetes e outras armas, e impediam a entrada de migrantes na Alemanha.

A manifestação ocorreu após um chamado do partido alemão de extrema-direita Der Dritte Weg (a terceira via, em tradução literal), que havia pedido a seus membros que fizessem “caminhadas na fronteira” para impedir travessias ilegais de refugiados – muitos do Iraque e da Síria – perto da cidade alemã de Guben, na fronteira com a Polônia.

O partido nanico, particularmente ativo nos estados do Leste alemão, é monitorado por serviços de segurança e suspeito de ter ligações com grupos neonazistas.

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As armas dos mais de 50 suspeitos foram apreendidas, incluindo um facão e uma baioneta. Eles foram proibidos de chegar perto da área fronteiriça. Muitos deles eram locais, enquanto alguns vinham de outras partes da Alemanha, incluindo Baviera e Berlim.

Segundo a polícia, o maior grupo, totalizando cerca de 30 pessoas, foi encontrado perto do vilarejo de Gross Gastrose, ao sul de Guben.

Protesto contra a patrulha

No sábado, dezenas de pessoas fizeram uma vigília em Guben – onde Alemanha e Polônia são separadas pelo rio Neisse – para expressar oposição às patrulhas de extrema direita.

“Não queremos deixar a região para os neonazistas”, diz um comunicado dos organizadores. “Queremos enviar um sinal de que o refúgio é e continua sendo um direito humano.”

O prefeito de Guben, Fred Mahro, do partido União Democrata Cristã (CDU) da chanceler federal Angela Merkel, afirmou rejeitar qualquer forma de vigilantismo.

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