Entenda o que Bolsonaro quis dizer com as graves acusações publicadas em rede social

Postado em: 05-07-2021 às 17h59
Por: Carlos Nathan Sampaio
Presidente do Brasil tuitou, neste domingo (4/7), uma série de frases dizendo que uma possível "autoridade filmada numa cena com menores, com pessoas do mesmo sexo" estivesse sendo chantageada. Entenda | Imagem: reprodução

Em mais uma das suas mensagens polêmicas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), parece ter encontrado uma maneira de se superar a cada dia. Neste domingo (4/7), a principal autoridade do país publicou uma série de mensagens obscuras nas redes sociais insinuando que uma autoridade, que foi filmada em uma situação constrangedora, está sendo chantageada e, por isso, esta mesma autoridade estaria o perseguindo.

Nas mensagens, Bolsonaro ainda faz um elo entre um método supostamente desenvolvido em Cuba, pela esquerda, claro, e estratégias adotadas no Brasil contra ele mesmo como presidente. Confira abaixo as mensagens publicadas:

Sim, é confuso, mas a teoria criada pelo chefe do Executivo e sua equipe foi explicada por portais como o Poder360, Forum e UOL. De acordo com parte dos veículos citados, Bolsonaro estaria se referindo a uma suposta “bissexualidade” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao médium João de Deus, preso por estupro, e o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu.

A tese, segundo a revista Fórum, nasceu de um texto atribuído a “João Macedo Costa – Jornalista Político”, que não tem referência nenhuma nas rede sociais. Na narrativa, com erros crassos de português, Barroso teria um “apartamento de luxo” em Miami, custeado pelo médium João de Deus, onde viveria “sua vida miserável de bissexual”.

“Conhecido como ‘Lulu Bandeja Boca de Veludo’, também conhecido como ‘Rainha Sol Iluminado’ e um descuidado com sua bunda. Com casamento de fachada e apartamento de luxo em Miami. Mantém a sua vida miserável de bissexual alimentado pelo medium falseta de Goiás: ‘João de deus’. Um ser abjeto que foi durante muito tempo o “enrrabador-mor do STF e de alguns artistas. Além disso, foi o fornecedor de adolescentes para as ditas ‘surubas thailandesas intermináveis dos fins de semana em seu sítio’”, diz o texto.

O texto teria sido escrito em junho de 2021, mas ganhou impulso neste domingo (4), após o advogado Frederick Wassef, que faz a defesa do clã, foi contatado pela reportagem do Uol sobre o áudio em que a ex-cunhada do presidente, Andrea Siqueira do Valle, confirma que Bolsonaro comandava o esquema de rachadinhas.

Ainda segundo a Fórum, foram detectados mais de 1,2 mil menções ao texto no grupo Exército de Bolsonaro, que é alimentado e mantido pelo gabinete do ódio. As publicações do texto são sempre feitas ou compartilhadas por perfis fakes – como um que se identifica como “Einstein Salgado”.

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