Após depoimento de advogada contra Prevent Senior, Aziz diz que CPI ‘não encerra trabalhos’ na próxima semana

Pelo regime, a comissão pode durar até novembro, mas previsão era de que os trabalhos fossem encerrados na primeira semana de outubro.

Postado em: 28-09-2021 às 14h41
Por: Luan Monteiro
Pelo regime, a comissão pode durar até novembro, mas previsão era de que os trabalhos fossem encerrados na primeira semana de outubro | Foto: Reprodução/Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia pode não encerrar os trabalhos na primeira semana de outubro, como era previsto. A mudança deve ocorrer após o depoimento da advogada Bruna Morato, que representa os médicos da Prevent Senior que acusam a operadora de receitar o “kit covid” a pacientes com suspeita da Covid-19.  As informações são da Folha de S.Paulo.

Tanto senadores governistas quanto membros do grupo conhecido como G7, formado por parlamentares de oposição que formam maioria na comissão, queriam o fim dos trabalhos. Muitos destes chegaram a pressionar o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para finalizar o relatório.

Nesta terça-feira (28/09), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou à coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha, que os trabalhos da comissão “não encerra”.

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Sobre o depoimento da advogada, Renan afirmou que “o caso é um dos mais estarrecedores até aqui. E o que deu para perceber a prevent sênior fez esses experimentos macabros para agradar o presidente Bolsonaro e o ministerio da Economia com fraudes, falsificações e experimentos inumanos. A Prevent rasgou o juramento de Hiporcátes e o Código de Nuremberg de uma só vez”.

Bruna Morato afirmou que a operadora implementou uma política de “coerção” para induzir médicos a receitarem o “kit covid”, formado por medicamentos sem eficácia comprovada, e que eles aceitaram por medo de represálias.

Ela afirmou também que seu escritório, em São Paulo, foi invadido, em uma situação que definiu como “muito estranha”. “A Prevent Senior tem uma política de coerção, que ficou bem evidente após a denúncia na verdade, mais evidente ainda com o vazamento de alguns áudios [de médicos discutindo com diretores da operadora]. Todos os clientes [profissionais que ela representa] que resistiam [a receitar o kit covid] foram demitidos da operadora, então existiam aqueles que já tinham sido demitidos e que achavam aquela situação repugnante. Outros que ainda estavam na operadora ainda lutam pelo bem-estar dos pacientes. Então, quando eles me procuraram, eles pediram que eu nem os identificasse para o próprio jurídico da empresa, porque eles sabiam que, se fossem identificados, eles seriam demitidos. E volto a dizer: são bons médicos”, afirmou ela à CPI.

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