Na companhia de Costa Neto, Bolsonaro se filia ao PL em mega evento em Brasília

Postado em: 30-11-2021 às 12h50
Por: Nielton Soares
Após desmarcar data, presidente finalmente se acertou com legenda do condenado no mensalão do então governo petista no Congresso Nacional | Foto: portal R7

O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao Partido Liberal (PL), na manhã desta terça-feira (30/11), em cerimônia com várias autoridades em Brasília. Ele estava acompanhado pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, condenado pelo mensalão do então governo petista no Congresso Nacional.

 A decisão de fazer parte da legenda consolida a aliança do chefe do Executivo com o chamado Centrão – um grupo político de vários partidos conhecidos por se aliar ao poder, seja qual for o governo de plantão.

Vale ressaltar, que o governo Bolsonaro já se aliou com as siglas do aspecto de centro, que sustenta o Executivo no Congresso Nacional. O vínculo do presidente com o PL também antecipa a disputa eleitoral para o próximo ano.

“Seja bem-vindo ao PL. Seja bem-vindo a 2022”, discursou o mandatório do PL, Valdemar Costa Neto, para Bolsonaro, que pediu ao deputado Marcos Feliciano fizesse uma oração. O presidente disse que o evento marca uma passagem para que possa disputar algo na frente, mas não falou qual cargo.

“Estou me sentindo em casa, dentro do Congresso Nacional, tendo em vista a quantidade de parlamentares. Lembrando das lutas e momentos de embate que vivemos juntos pelo nosso país”, frisou Bolsonaro.

Antes de se eleger ao Palácio do Planalto, o presidente passou 28 anos como deputado federal. Nas quase três décadas, ele foi filiado ao Partido Progressista (PP), sigla que também faz parte do Centrão, e esteve também no escândalo do mensalão.

Depois de se desfiliar do PP, para concorrer a eleição de 2018, Bolsonaro adotou o discurso de crítica ao bloco.

Durante o evento, o presidente agradeceu a confiança de Valdemar e citou as eleições, citando nomes de aliados e onde eles podem disputar o pleito do próximo ano. Um dos listados por ele foi o ministro da Cidadania, João Roma, para o pleitear o governo da Bahia.

Compartilhe: