Aliados ponderam renúncia de Ciro após envolvimento em operação da Polícia Federal

Postado em: 16-12-2021 às 11h36
Por: Igor Afonso
Parte da bancada federal prefere que PDT não tenha candidato nas eleições de 2022 | Foto: Reprodução

Após o nome do pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), ser citado por operação da Polícia Federal (PF) como um dos alvos de suposto desvio de recursos públicos nas obras do estádio do Castelão, em Fortaleza, aliados foram às redes sociais e às tribunas demonstrarem solidariedade e apoio, mas nos bastidores, houve tensão e burburinhos para que o pedetista renunciasse a decisão de concorrer à presidência.

Ciro aparece em um possível empate com o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) nas principais pesquisas de intenção de voto e a ação da Polícia Federal aparece em um mau momento, visto que o candidato e parte da bancada federal na Câmara não mantém um clima amigável.

Parte da bancada federal prefere que o PDT não tenha candidato nas eleições de 2022 e distribua as verbas de campanha do partido entre os candidatos à Câmara dos Deputados. Ao jornal Folha de São Paulo, pedetistas defenderam que o partido deveria integrar a formação de uma “grande federação entre partidos de esquerdas” liderados pelo Partido dos Trabalhos (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a oposição, a ação policial é um trunfo, visto que com a expansão da internet e das redes sociais, principalmente em momentos decisivos na política, o assunto repercutiria. Nessa visão, mesmo que Ciro seja inocentado, o uso por adversários de material fora de contexto tem peso relevante na disputa.

Federações

Novidade na legislação, as federações têm o objetivo de aumentar as chances dos partidos que se unem de elegerem bancadas mais fortes para as Assembleias Legislativas e Câmara dos Deputados. No atual sistema eleitoral, as cadeiras no Legislativo são distribuídas de acordo com o total de votos recebidos pelos partidos.

A união em federações aumenta esse montante de votos e diferentemente da coligação, hoje proibida, a federação exige que os partidos que compõem a federação, atuem de forma unitária durante os quatro anos da legislatura.

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